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Após oito anos de reforma, mercado ainda não está pronto

Mercado municipal Adolpho Lisboa foi entregue incompleto pela administração atual e agora passa por nova obra


Para a instalação da tubulação subterrânea de gás GLP, que vai abastecer os restaurantes, o piso em paver precisou ser retirado

Para a instalação da tubulação subterrânea de gás GLP, que vai abastecer os restaurantes, o piso em paver precisou ser retirado (Lucas Silva)

A reforma do Mercado Municipal Adolpho Lisboa, que levou oito anos, custou aos cofres públicos R$ 17 milhões e foi “entregue” pela prefeitura em outubro, agora passa por uma nova obra para a instalação da tubulação de gás dos 24 restaurantes. A intervenção que, desde o início fazia parte do projeto de restauração, não pôde ser concluída a tempo antes da data prometida pelo prefeito Artur Neto para a inauguração, e o mercado municipal foi inaugurado mesmo sem estar pronto.

Segundo a administração do mercado, a instalação da tubulação estava prevista durante a reforma, porém a pressa  para a entrega do mercado no prazo estipulado pela prefeitura, a burocracia para a contratação da empresa que abastecerá os restaurantes e o estudo sobre a segurança da instalação, necessário para a intervenção, fez com que somente agora a obra fosse iniciada.

Improviso

De acordo com uma das permissionárias do mercado, os restaurantes foram entregues sem a tubulação de gás, e por enquanto os proprietários estão comprando as botijas para poder trabalhar. 

Para a empresária Maria Cristina de Souza, 35, o mercado foi reaberto no ano passado depois de uma grande expectativa da população, porém passados quatro meses da reinauguração, os frequentadores questionam a retirada do piso da área externa, próximo ao pavilhão de peixe. “Tenho visto há algumas semanas a retirada do piso sem entender o motivo, já que aparentemente tudo estava normal e sem defeitos”, disse a empresária.

Depois de saber do motivo da intervenção, Maria Cristina, lembrou o custo da obra de reforma e questionou quanto mais o conserto irá custar à população. “Parece que  só depois da entrega do mercado que viram a necessidade de um abastecimento de gás para os restaurantes.”, acrescentou Maria Cristina.

O vendedor Mauricio Silva, 61, diz que a obra deveria ter sido entregue somente quando estivesse tudo pronto, sem faltar nenhum detalhe, mesmo a correção não causando nenhum transtorno para os frequentadores, porque qualquer nova intervenção demanda mais gastos dos cofres públicos. 

De acordo com um dos operários que está realizando a colocação do piso, a obra está quase no fim, com a central de gás pronta  e todos os restaurantes  com a tubulação instalada. O consumo de gás será pago por cada permissionário, segundo informações da administração do mercado Adolpho Lisboa.


Em números 

R$ 17 milhões foi quanto custou a reforma do Mercado Municipal Adolpho Lisboa,  que durou oito anos e passou pela gestão de três prefeitos e só foi inaugurado no aniversário de Manaus, em outubro do ano passado.