Os projetos de lei aprovados em 19 de dezembro do ano passado, que aumentaram os salários dos vereadores em 38,7% (de R$ 9,2 mil para R$ 15 mil), e do prefeito e vice-prefeito em 21,5% (de R$ 19 mil para R$ 24,2 mil e R$ 17 mil para R$ 23 mil, respectivamente), “não foram feitos à revelia do prefeito Artur Neto (PSDB).
Quem diz isso é o vereador Isaac Tayah (PSD). “Ele foi consultado se poderíamos fazer ou não esse aumento. E ele (prefeito) me colocou que se fosse constitucional não teria problema nenhum. Eu fiz do jeito que foi solicitado”, revelou Tayah.
Ele disse, ainda, que a articulação passou pelo então “líder do prefeito eleito”, Luiz Alberto Carijó (PDT). “Não foi nada sem avisar. Tanto que quem defendeu esse projeto foi o líder dele, o Carijó. Ele tinha líder na Câmara, aprovamos um projeto da base e ele não concorda? Será que faltou entendimento das pessoas que administram?”, alfineta Tayah.
Extraordinária
Nesta quarta-feira, a Câmara Municipal de Manaus (CMM), em sessão extraordinária, apreciará o projeto de reforma administrativa enviado pelo Executivo e revogará, a pedido de Artur Neto, os projetos de lei que resultaram em aumento do salário do prefeito, do vice e dos secretários.
Alijado do processo eleitoral para a presidência da CMM, pela expressiva influência do prefeito na disputa que elegeu o tucano Bosco Saraiva, o vereador Isaac Tayah entende que não cabe sessão extraordinária para rever essa questão.
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