Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

APEAM faz ato em homenagem a policiais mortos e pede melhores condições de trabalho

Fardas de PMs manchadas com tinta vermelha foram estendidas no calçadão da Ponta Negra, neste sábado (11), para denunciar os abusos cometidos contra a categoria; presidente da Associação afirma que pode haver manifestações maiores, caso a situação não mude

Pessoas que foram à Ponta Negra na manhã deste sábado (11) ficaram intrigadas com o ‘varal’ de fardas manchadas de tinta

Pessoas que foram à Ponta Negra na manhã deste sábado (11) ficaram intrigadas com o ‘varal’ de fardas manchadas de tinta (Divulgação)

Uma manifestação pacífica foi realizada na manhã deste sábado (11) no calçadão da praia da Ponta Negra, na Zona Oeste de Manaus. A Associação dos Praças do Estado do Amazonas (APEAM) estendeu fardas da Polícia Militar manchadas com tinta vermelha, representando sangue, como forma de denunciar as condições desumanas em que a categoria é obrigada a trabalhar.

Segundo o presidente da APEAM, Platiny Soares Lopes, de 21 anos, a manifestação também busca lembrar todos os agentes de segurança pública mortos em ação ao longo de 2013. “Contamos com o apoio de vários setores da polícia no ato de hoje. As fardas, por exemplo, foram doadas por agentes de diversas CICOMs (Companhias Interativas Comunitárias), o que mostra que há uma inquietação, um anseio da categoria, que é reprimido pela estrutura de silêncio das corporações”, explica.

Uma nota divulgada pela Associação fez referência às mortes dos PMs Naor Rodrigo Maia de Souza, Josué Mezza da Silva e Clemilson Guimarães Cabral. O primeiro, por nunca ter tido as condições de sua morte, em Careiro da Várzea, devidamente esclarecidas. O segundo, por representar a alta periculosidade diária da profissão. Já o terceiro, por ter falecido em um acidente de trânsito provocado pela exaustão física do trabalho.

De acordo com a nota, em grandes eventos, como o Carnaval e as eleições, os policiais têm de dobrar as jornadas, que já seriam extenuantes, sem qualquer compensação por parte da Secretaria de Segurança Pública (SSP). A APEAM fala em “escalas de serviço extraordinárias além das desumanas escalas de serviço ordinário”, e teme pelas jornadas de trabalho durante a Copa de 2014.

Também é pleiteada, no documento, uma previsão de efetivo para esses eventos, que leve em consideração a integridade física e a necessidade de tempo para a família e a vida social dos policiais.

Platiny, que foi exonerado da Polícia Militar por ter participado de manifestações anteriores, garante que esse movimento deve ganhar mais força a partir do ato deste sábado. “Por conta das regras impostas pelas corporações no Estado, os policiais são reprimidos ao manifestar seu desagrado. Já chega desse abuso. Essa primeira manifestação foi pacífica e silenciosa, mas eu não posso garantir isso das próximas, pois, se essa situação continuar, a categoria vai se mobilizar”, afirma.