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Abrasel diz que aumento de imposto sobre bebidas vai gerar 200 mil demissões após a Copa

Decisão do governo de elevar tributos no setor de bebidas frias vem provocando tensão em empresas; presidente da associação, Paulo Solmucci, se reuniu com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para discutir o assunto

Empresários do setor calculam que o aumento de impostos terá impacto de 10% a 12% no preço das bebidas frias

Empresários do setor calculam que o aumento de impostos terá impacto de 10% a 12% no preço das bebidas frias (Arquivo AC)

O setor de bares e restaurantes estima demissão de 200 mil empregados após a Copa do Mundo, com a decisão do governo de elevar impostos do setor de bebidas frias para compensar a necessidade de superávit primário do governo.

A previsão é do presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), Paulo Solmucci, que está reunido neste momento com o ministro da Fazenda, Guido Mantega para discutir o assunto. Uma das reivindicações do setor é que a elevação de tributos só ocorra em outubro e de forma escalonada.

O aumento das alíquotas do setor foi anunciado no final de abril pelo governo, mas as novas tabelas com os preços das bebidas só entrarão em vigor em junho. A previsão da Abrasel é que o aumento terá impacto de 10% a 12% no preço das bebidas frias (cervejas, refrigerantes, isotônicos e refrescos)  para o consumidor.

Logo depois do anúncio de aumento, em abril, a Receita Federal retificou informação e disse, em nota oficial, que os preços das bebidas frias subirão, em média, 2,25% para o consumidor final, e não somente 1,3%. Também houve erro na primeira divulgação das tabelas.