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Adail Pinheiro tem contas reprovadas pelo TCE-AM e recebe multa de R$ 2,9 milhões

Contas julgadas são referentes ao mandato de 2004, ocasião onde foram detectadas diversas irregularidades no balanço patrimonial e planilhas de medições de serviços

Adail Pinheiro em entrevista que nega as acusações de pedofilia

Adail Pinheiro é prefeito de Coari pela terceira vez (Evandro Seixas)

O Tribunal de Contas do Estado Amazonas (TCE-AM) reprovou as contas do prefeito de Coari, Manoel Adail Amaral Pinheiro, do exercício financeiro de 2004, durante sessão realizada na manhã desta quinta-feira (6). Adail, que se encontra preso no exercício do seu terceiro mandato como prefeito, terá de devolver aos cofres públicos o montante de R$ 2,9 milhões, entre glosa e multa.

Na mesma sessão, os conselheiros julgaram ainda quatro contas irregulares e 12 contas regulares.

Adail Pinheiro exerceu o cargo de prefeito e ordenador de despesas do município de Coari, entre o período de janeiro a maio de 2004, assumindo o cargo, José Freire de Souza Lobo, entre os meses de junho a dezembro do mesmo ano. Ambos receberam multas no valor de R$ 20 mil e glosas que juntas resultaram em mais de R$ 4,3 milhões. Lobo foi deputado estadual pelo PCdoB nos anos de 2008 a 2010.

De acordo com o relator do processo, o conselheiro Júlio Cabral, foram detectadas diversas irregularidades nas contas do município, entre elas a diferença de valores no balanço patrimonial, a ausência de justificativa ou formalização para o pagamento de aditivos, a falta de termo de recebimento de obras e planilhas de medições de serviços, assim como a não comprovação de beneficiamentos realizados em algumas vias de Coari.

Os dois gestores têm prazo de trinta dias para o recolhimento dos valores ou apresentar recursos.

Adail está preso desde fevereiro, no Comando de Policiamento Especial da Polícia Militar do Amazonas, no Dom Pedro, Zona Centro Oeste de Manaus, acusado pelo Ministério Público do Estado (MPE) de integrar uma rede de pedofilia no Amazonas.

Gestores punidos

Na mesma sessão tiveram as contas reprovadas o ex-prefeito de São Gabriel da Cachoeira, Pedro Garcia (do ano de 2009); o ex-presidente da Câmara Municipal de Coari, Lindolfo Reis Alencar (de 2007); o presidente do Instituto de Previdência de Iranduba (Imprev), Cristovão da Silva Brandão (de 2012) e ex-prefeito de Guajará, Samuel Farias de Oliveira (de 2005).

*Com informações da assessoria