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Mulher morre a espera de ambulância no aeroclube de Manaus

A vítima foi transferida do município de Maués em uma aeronave e ao chegar à Manaus esperou quase uma hora por ambulância

Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser acionada, mas o estudante já estava sem vida

Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser acionada, mas o estudante já estava sem vida (Érica Melo)

Selma Dias Pessoa,40, foi transferida do município de Maués (a 325 quilômetros de Manaus) em uma aeronave e ao chegar à capital esperou quase uma hora por uma ambulância para ser removida do aeroclube para o Instituto da Mulher Dona Lindú e não resistiu e morreu na tarde desta quinta-feira (9).

Segundo familiares da vítima, Selma tinha sido internada no Hospital Raimunda Francisca Dinelli da Silva, conhecido como “Dona Mundiquinha”, no dia 25 de dezembro com complicações após um parto Cesário, onde permaneceu até esta quinta-feira (9) quando recebeu a notícia que seria transferida para a capital.

A família informou ainda que o estado de saúde de Selma era bastante delicado e exigia cuidados redobrados, e que a viagem e o tempo de espera de uma ambulância no aeroclube contribuíram para o óbito da mulher.

A Secretaria de Estado da Saúde (Susam) confirmou que o estado de saúde da paciente era grave e exigia a utilização de uma ambulância de suporte avançado, do tipo UTI e que todas as unidades do tipo, estavam em serviço e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas ao chegar ao local a paciente já havia evoluído a óbito.

Segundo a Susam a remoção da paciente deveria ter sido realizada em avião com UTI aérea, serviço do qual o Governo do Estado dispõe, e que estava realizando atendimento em outro município. E nesse caso a paciente deveria ter sido mantida no hospital, na busca da estabilização de seu quadro, para ser removida com segurança para a capital.

Por meio de nota a Susam disse que a paciente mencionada pela reportagem foi removida para Manaus em aeronave fretada pela Secretaria de Saúde de Maués e que somente quando a estavam prestes a chegar à capital é que a secretária de saúde do município comunicou à Susam sobre a remoção e solicitou uma ambulância para receber a paciente.

O secretário estadual de Saúde, Wilson Alecrim, determinou a imediata instauração de Sindicância e de Auditoria para apurar o fato, com o sentido de que situações assemelhadas não se repitam.

O corpo da vítima foi levado para a Funerária Cristo Rei, bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus e será levado nesta quinta-feira (10) para ser velado no município de Maués. 

Caso semelhante

Em junho do ano passado o adolescente Enison Palheta, que viajou uma hora e meia de Autazes (a 108 quilômetros da capital) até Manaus em busca de atendimento médico especializado, morreu no Hospital Joãozinho SPA da Criança no São José I, Zona Leste.

Chegando ao porto do Ceasa, o jovem teve que esperar por quase uma hora em uma maca colocada no chão, por uma ambulância da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam) que deveria estar a sua espera.