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Doação de amor é adoção

O número de cães e gatos esquecidos nas ruas, bem como os que sofrem maus-tratos, aumenta com a falta de punição

Família trata os animais como filhos

Família trata os animais como filhos (Luiz Vasconcelos)

“Bob”, “Baita”, “Pingo”, “Mais Um” e “King”. O que estes cinco nomes têm em comum? Todos foram escolhidos pelo aposentado Paulo Roberto Freire, 69, para batizar cada um dos cachorros adotados por ele. Dos cinco cães, três foram encontrados na rua.

Hoje, além de dona Maria Aparecida Freire, 73, o aposentado tem como um fiel companheiro, o cachorro que ele chama de “Mais Um”, nome que lembra a reação da esposa quando viu que ele havia levado para casa um novo membro para integrar a família. O cão convive com Freire há 12 anos e, por conta da velhice, está cego.

É admirável a companhia que eles fazem um ao outro, como velhos amigos. Freire costumava levar os animais para casa e depois doá-los para alguém, mas com “Mais Um” foi diferente.

Depois foi a vez de “Bob” ganhar um novo lar e entrar para família. Seu Paulo o encontrou perto do antigo horto de Manaus, onde hoje funciona o parque temático Cidade da Criança, no bairro Aleixo, Zona Centro-Sul, quando ia para o culto da igreja. Pouco tempo depois, tomou a iniciativa de adotar “Baita”.

A cadela foi abandonada pelo dono, que era vizinho do aposentado. Ele deixou a cadela na rua depois que viajou para morar em outra cidade. “Não consegui vê-la naquela situação e não fazer nada”, contou.

Do cruzamento de “Bob” e “Baita” nasceram “Pingo” e “King”. Para o aposentado, os cinco cachorros são como filhos adotivos.

“A gente acaba criando um vínculo com o animal. E ele sente isso também. Assim como nós sentimos falta de um amigo, um irmão, um pai ou mãe, um cachorro sente falta do dono. Eles não nos abandonam. Então, por que abandoná-los?”, disse.


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