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Gaviões da Fiel afirma que autor do disparo está no Brasil e será apresentado na segunda-feira (25)

Trata-se de um adolescente de 17 anos. A confissão da autoria inocenta o amazonense Cleuter Barreto Barros.

Grupo de brasileiros durante a audiência onde foi decretada sua prisão preventiva

Grupo de brasileiros durante a audiência onde foi decretada sua prisão preventiva (reprodução/La Patria)

Autor do disparo que matou o jovem Kevín Beltran Espada será apresentado em São Paulo na segunda-feira (25), pela Gaviões da Fiel, segundo o advogado da torcida organizada, Ricardo Cabral. A informação foi publicada no jornal Folha de São Paulo neste domingo (24).

Segundo o advogado da torcida, trata-se de um adolescente de 17 anos que não teve sua identidade revelada. “Ele ficou assustado, queria se apresentar na Bolívia. Mas, como os Gaviões são os responsáveis por ele apesar de a mãe autorizar a viagem, esperamos a chegada ao Brasil para apresentá-lo à polícia".

A confissão do adolescente inocenta os doze brasileiros presos na Bolívia, inclusive o amazonense Cleuter Barreto Barros, de 24 anos, indicado junto com Leandro da Silva de Oliveira por homicídio culposo.

O Blog do Perrone, esportivo do UOL, publicou que o adolescente comprou seis artefatos de um camelô, na Rua 25 de Março em São Paulo. “Ele nunca tinha usado esse tipo de sinalizador. Foi acidental, tanto que quase acertou os corintianos que estavam ao lado dele”, declarou o advogado.

Ao advogado disse ainda que não houve revista da polícia Boliviana na entrada do estádio em Oruro, no país andino.

Há suspeita na própria torcida sobre o adolescente ser de fato o culpado. Sua apresentação seria uma manobra da Gaviões da Fiel para liberar os corinthianos na Bolívia, usando o menor como bode expiatório. Por telefone, Carlos Augusto Barreto, irmão mais velho de Cleuter, afirmou no sábado (23), que o amazonense é inocente da acusação.

Prisão preventiva

O juiz Cautelar Julio Huarachi Pozo decidiu mantêr os brasileiros presos na última sexta-feira (22). Ele alegou que a medida visava a segurança das investigações, pois segundo o mesmo “é muito fácil sair da Bolívia”. Ele ainda reconheceu que as provas contra os torcedores do Corinthias não são contundentes, mas que vai aguardar as investigações.

Cleuter e Leandro da Silva de Oliveira estão sendo indiciados por homicídio culposo e os outros dez brasileiros são acusados de cumplicidade ao tentar esconder da polícia os autores do disparo.

Eles permanecerão presos por tempo indeterminado, até o ministério público boliviano juntar as provas do processo. Dois corinthianos estão sendo processados por homicídio culposo e os outros dez por cumplicidade no crime.