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Novo protesto contra falta d'água marca o dia do São José 3

Moradores voltaram a se reunir por volta das 14h em protesto contra o corte no fornecimento de água da empresa Manaus Ambiental, na tarde desta terça-feira (17)

Moradores realizam novo protesto contra a falta de fornecimento apropriado de água por parte da empresa Manaus Ambiental

Moradores realizam novo protesto contra a falta de fornecimento apropriado de água por parte da empresa Manaus Ambiental (Clóvis Miranda)

Sob forte sol e um calor de 30ºC, moradores do bairro São José 4, na Zona Leste de Manaus, voltaram a realizar um protesto na tarde desta terça-feira (17) motivados pela falta d'água. Eles criaram barricadas em um trecho da rua 10 para impedir a circulação de veículos. Cerca de 100 famílias moradoras desta e das ruas 8 e 9 reclamam que estão sem o fornecimento do serviço em suas casas há 20 dias.

Diversos carros e até mesmo um ônibus coletivo da linha 014 (Inter-bairros) teve de desviar o caminho da rua interditada. Na segunda-feira (16) pela parte da noite, eles haviam colocado fogo em barricadas para chamar a atenção das autoridades para o problema. Na ocasião, um carro do Corpo de Bombeiros foi chamado para apagar as chamas.

Situação no limite

Com um microfone em mãos, a dona de casa Luzia da Paz conclamou os moradores a continuarem o protesto visto que nenhum técnico da empresa responsável pelo abastecimento de água na cidade, a Manaus Ambiental, apareceu no bairro para averiguar a causa do problema, como prometido na noite de segunda.

“Nós estamos estocando água da chuva com baldes e gastando dinheiro com caminhão pipa para conseguir fazer as coisas mais básicas: a higiene pessoal, preparar comida e beber água. Moro no São José há 28 anos e sempre houve problema com o fornecimento”, lamentou Luzia.

Água disponível

Próximo do local do protesto, no São José 3, moradores enfrentam o mesmo problema no corte de fornecimento mesmo estando com as contas em dia com a empresa Manaus Ambiental. No entanto, estes ainda possuem a alternativa de abastecer galões de água na cisterna do Programa de Águas para Manaus (Proama), localizado na rua 10 do bairro.

Deyvidson dos Santos, industriário atualmente desempregado, afirma fazer até quatro viagens de moto por dia de sua casa até a torneira disponível para encher um galão de 20 litros.

“Mesmo assim não é certo que tenha água disponível. Tem alguns seguranças que fecham o registro e nós precisamos implorar para que eles abram de novo. Essa água só é boa para lavar as coisas. Para beber eu preciso comprar no mercado”, diz.

A reportagem do Portal A CRÍTICA verificou que muitos moradores têm a mesma iniciativa de Deyvidson e outros até usam as torneiras para se refrescar do calor.

Em nota, a Manaus Ambiental reconheceu que o abastecimento na área tem sofrido com a falta de fornecimento.

“A concessionária salienta que o Centro de Produção de Águas Subterrâneas (CPAS), unidade responsável pelo abastecimento do bairro, sofreu diversas oscilações de energia nas últimas semanas, fato que prejudica a distribuição de água na área”.

As três ruas onde moram os reclamantes foi visitada por técnicos nesta terça-feira (17) e afirmaram que "foi identificado o desabastecimento em apenas um trecho das ruas 8 e 10" sendo que  "a rua 9 está com o serviço normalizado".

Na próxima quarta-feira (18), a empresa fará uma nova visita às ruas para "identificar vazamentos ou alguma obstrução na rede de distribuição que possa estar afetando o abastecimento de parte das ruas".

Taxa de esgoto aprovada

Ainda nesta terça-feira (17), em sessão realizada no Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam) os desembargadores decidiram em pleno por 13 votos a 2 manter a cobrança de tarifa de esgoto em Manaus.

Com a decisão a empresa, Manaus Ambiental pode cobrar um valor pelo serviço, mesmo que 82% da capital não recebam nem a coleta, tratamento ou destinação correta do esgoto.