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Moradores acusam obra do estádio da Colina de causar alagamento em casas

A construtora contratada pela Unidade Gestora do Projeto Copa (UGP), a Tecon, é acusada por moradores do Santo Antônio de entupir as galerias de esgoto do bairro com detritos da obra e causar os alagamentos

Detritos teriam entupido as galerias de esgoto do bairro fazendo com que a água retornasse, ocasionando o alagamento de seis casas da rua São Raimundo, do bairro Santo Antônio

Detritos teriam entupido as galerias de esgoto do bairro fazendo com que a água retornasse, ocasionando o alagamento de seis casas da rua São Raimundo, do bairro Santo Antônio (Reprodução)

A reforma do estádio da Colina, no bairro Santo Antônio, Zona Oeste da cidade, novamente tem sido responsável pelo alagamento e rachaduras na estrutura de diversas casas de moradores da rua São Raimundo, no mesmo bairro. Após quase um ano das primeiras reclamações de danos materiais às residências, o problema persiste. O estádio da Colina será um campo de treinamento para as seleções que virão jogar a primeira fase da Copa em Manaus.

O diretor da Unidade Gestora do Projeto Copa, Miguel Capobiango, reconheceu, nesta segunda-feira (24), que há um problema na drenagem do bairro, após o início da reforma do estádio. Segundo ele, a Prefeitura de Manaus e a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) já foram acionadas para realizar uma perícia e resolver o problema, mas até agora a ajuda não veio.


Constrangimento e prejuízo

Ricardo Oliveira Lima, morador da rua São Raimundo, é um dos seis proprietários das casas atingidas. Ele afirmou que a construtora Tecon, quem executa o projeto, joga detritos da obra nas galerias de esgoto que, cheias, não drenaram a água da chuva, que por sua vez retorna para as casas pelas privadas, pias e ralos.


“Estamos no inverno amazônico e toda vez que há chuva sabemos que as casas vão alagar. A rede de esgoto está entupida de pedaços de madeira, concreto, ferro e tudo que há de detritos da obra. Se a água não consegue mais passar pela rede de esgoto ela volta para nossas casas. É uma tortura conviver com sua casa cheia de água e com cheiro de fezes”, lamentou.


Ele ainda afirmou que engenheiros da construtora estiveram no local, após a presença deles ser solicitada pelos moradores, mas que eles apenas limpam o que está sujo. “Eles vieram hoje (segunda-feira) com um caminhão, uma bomba e uma mangueira para sugar toda a lama, inclusive.Mas é apenas um trabalho paliativo! E os danos materiais e morais? Perdi móveis, tenho a inconveniência de não poder nem usar o banheiro da minha casa, além das rachaduras nas paredes, no piso, na calçada de casa e agora até mesmo na rua. Não dá pára garantir se isso vai cair sobre nossas cabeças”, continuou Lima.


Perícia

Em contato por telefone, Miguel Capobiango disse que a situação preocupa e que já solicitou que uma perícia fosse realizada para evitar o pior. “Preocupa porque é um problema na drenagem do solo que e precisamos desobstruí-la. O local nunca teve este problema e agora com a obra está tendo, tem algo de errado e vamos verificar isso. Para saber se a culpa pelos alagamentos é da obra mesmo ou não”, garantiu o diretor da UGP.


Apesar de garantir que já solicitou resposta da prefeitura e da Seinfra sobre o caso, Capobiango admitiu que ainda não ‘teve tempo’ de cobrar as mesmas nesta segunda-feira (24), mas que irá fazê-lo assim que possível.