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Segundo Ministro do Turismo, estrangeiros devem injetar R$ 6,7 bi nas cidades-sede da Copa

"Na Copa das Confederações, 138 cidades foram visitadas pelos turistas. Na Copa do Mundo, esperamos mais ou menos 300 cidades visitadas", disse Ministro Vinicius Lages em entrevista

Ministro do Turismo, Vinícius Lages

Ministro do Turismo, Vinícius Lages (Reprodução)

Em entrevista ao Centro Aberto de Mídia (CAM) João Saldanha, no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, o Ministro do Turismo, Vinícius Lages, comentou sobre a injeção de capital estrangeiro no país por meio dos turistas que estão aqui para assistir aos jogos da Copa do Mundo. A economia nas cidades-sede da competição devem movimentas um montante bilionário.

Ministro, que balanço o senhor faz sobre a presença de turistas nas cidades-sede da Copa até o momento?

Os relatos têm sido os melhores possíveis, do ponto de vista da interação com a hospitalidade brasileira, que era aquilo que a gente apostava muito que seria uma experiência de celebração. Evidentemente, há alguns percalços aqui e ali. No geral, o balanço é muito positivo nesses primeiros dias de Copa do Mundo. Não temos ainda os dados de entrada de turistas. Nossa expectativa é que o número estimado, de 600 mil turistas internacionais e mais ou menos 3 milhões de brasileiros circulando pelo País, vai se confirmar até o final da Copa. Nós estamos com pesquisa em campo e acompanhando as entradas, então não temos ainda um número parcial. Mas, pelo que foi percebido em termos de ingressos vendidos para turistas internacionais, nós vamos ter esses 600 mil batidos.

Como o senhor avalia os impactos do Mundial para o setor?

A Copa tem um impacto imediato na medida em que os turistas estrangeiros vão injetar mais ou menos R$ 6,7 bilhões consumindo nas cidades-sede, isso descontado o custo de deslocamento. Estamos fazendo pesquisas. Por volta de 17 de julho, teremos o resultado para divulgar. Então, há um impacto direto, econômico e também de imagem. Eu acho que o Brasil tem dois pontos muito fortes em seu posicionamento como destino turístico internacional. Um é a beleza natural. E o outro é a hospitalidade e a cultura. Temos essa cultura de celebração, de acolhimento para o outro se sentir em casa. Isso é muito importante para qualquer destino turístico. E é o que nos interessa. É importante que os turistas vejam que aqui é um país muito bom de estar, de ficar. Muitos até vão prolongar a estada [depois da Copa]. O País está tendo uma janela de visibilidade enorme, para fortalecer o nosso posicionamento. Mas é fundamental que a gente saia dessa Copa com uma ação forte de promoção. Se nós cruzarmos os braços, não vamos aproveitar essa grande visibilidade que o país tem. Então, estamos nos preparando, o Ministério do Turismo junto com a Embratur, para lançar uma campanha destinada a fortalecer essas boas imagens que o País vai conseguir até o final da Copa, para que a gente possa aumentar o fluxo de turistas internacionais e estimular mais brasileiros a viajar.

De que forma a Copa incentiva o turismo em outros locais do País, além das 12 sedes?

Só para dar uma ideia... Na Copa das Confederações, 138 cidades foram visitadas pelos turistas. Na Copa do Mundo, esperamos mais ou menos 300 cidades visitadas. Isso mostra a diversidade do País, com sua riqueza cultural e econômica.

Diante dos resultados observados na Copa do Mundo, quais suas expectativas para os Jogos Olímpicos de 2016?

Temos que fazer ainda melhor. Vamos herdar uma infraestrutura bastante qualificada. Os Jogos Olímpicos não são apenas o Rio de Janeiro, eu sempre alerto isso. Vamos sair dessa Copa com uma estratégia bem definida de aproveitar as aprendizagens que já tivemos também na Copa das Confederações e na Jornada Mundial da Juventude. Não temos dúvida de que o Rio de Janeiro está preparado para eventos dessa magnitude. O carnaval já é uma experiência gigantesca. O Brasil estará muito mais preparado até lá. E, se fizermos nosso trabalho bem feito, o País terá mais ganhos do ponto de vista turístico. Faremos o mesmo esforço para incorporar essa diversidade que o Brasil tem, aproveitando a janela da Copa.

Quais são os resultados de longo prazo para o País com a realização de grandes eventos?

Há questões relacionadas ao esforço de gestão pública no País, como a integração, por exemplo, na área de segurança, os equipamentos, a inteligência, a capacitação. Esse processo agora é um legado e o Brasil precisa cuidar disso. A mobilidade urbana sem dúvida é uma questão que projeta uma condição de melhoria das grandes cidades brasileiras para o futuro. A economia dos esportes pode crescer muito, sobretudo se aproveitarmos a Olimpíada como uma oportunidade para que o Brasil consiga também sair de ser apenas o país do futebol. É o país do basquete, é o país dos Jogos Olímpicos. E fazer dos esportes um setor dinâmico da sua economia. Estamos com uma herança muito boa do ponto de vista dos aeroportos, um Brasil que viaja cada vez mais e que poderá receber cada vez mais gente. Esse é um legado de longo prazo. Nunca se investiu tanto em infraestrutura, em obras de mobilidade, sem nenhum prejuízo dos investimentos em áreas como educação ou saúde. Vamos, logo, logo, estar entre os países de maior competitividade no mundo.

Em termos de turismo, o País pode mudar de patamar como destino turístico a partir da realização desses grandes eventos?

Sem dúvida. Há grupos que vieram agora e que nunca visitaram o Brasil antes. E nesses grupos há mexicanos, australianos e americanos também. Nós temos que crescer muito ainda no turismo internacional. Recebemos pouco menos de 6 milhões de turistas (estrangeiros) normalmente por ano. Isso não é nada em relação ao nosso potencial. Acho que, com a melhoria da nossa infraestrutura e com essa visibilidade de que o Brasil é um país bacana de visitar, um país alegre, que é um “spa” para a alma, se a gente melhora a logística e a infraestrutura, e estamos fazendo isso, vamos atingir novos mercados. No caso dos americanos, a questão do visto era um desafio. Acho que a simplificação através de procedimentos eletrônicos já nos ajuda muito. Temos que avançar para termos reciprocidade, liberar essa questão do visto. Avançarmos também para mercados que hoje são os maiores emissores, como os da Ásia. O mercado dos nossos vizinhos também interessa muito. Se tivermos a média do que ocorreu em outros países que sediaram a Copa, nos próximos anos teremos um crescimento de 5% a 10% no número de turistas. Com isso, cumulativamente, vamos sair do teto de 6 milhões de turistas internacionais.


**Reprodução do Centro Aberto de Mídia (CAM)