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Distribuição de implementos agrícolas é permanente no AM

Secretário de Produção Rural, Eron Bezerra, defende que auxílio a produtores rurais do interior é realizado todos os anos


Em Urucará, José Melo, vice-governador e pré-candidato à sucessão do governador Omar Aziz, participou da entrega de implementos

Em Urucará, José Melo, vice-governador e pré-candidato à sucessão do governador Omar Aziz, participou da entrega de implementos (Jornal A Crítica)

O secretário estadual de Produção Rural, Eron Bezerra, afirma que a distribuição de implementos agrícolas a produtores do interior é uma política permanente do Estado, prevista em lei, e executada todos os anos.

“Há resolução da Justiça Eleitoral que permite a execução de programas permanentes em ano eleitoral até o mês de junho. E isso tem sido respeitado pela secretaria (Sepror) e pelo Idam (Instituto de Desenvolvimento Agrário do Amazonas)”, comentou Eron Bezerra.

Segundo o secretário, a distribuição de equipamentos aos agricultores está ligada a três áreas trabalhadas nas políticas executadas pela Sepror: sócio-cultural, expansão da produção e infraestrutura.

“É sócio-cultural porque damos apoio ao produtor para que ele possa se deslocar. Atende à expansão da produção porque o motor permite que ele possa produzir a farinha e o ajuda a conservar seus produtos. O que lhe dá condições para garantir a produção”, explica Eron.

Adversário histórico de Amazonino Mendes, Eron diz que a principal diferença entre o que se faz hoje e o que o ex-governador fazia na década de 90 é que a distribuição de implementos agrícolas está inserida em programas específicos de governo.

“Seria até leviano fazer comparação. Porque não conheço qual era lógica deles (governo do Amazonino, à época). Na época do Amazonino, sequer existia Sepror. E só quem pode ter políticas são secretarias de Estado. Como não existia Sepror, a distribuição feita por ele não era vinculada a programa nenhum”, disse Eron.

O secretário informou que a entrega de implementos é feita por demanda das comunidades junto aos escritórios do Idam. “Uma comunidade faz uma solicitação e nós pedimos um parecer técnico da equipe do Idam naquela comunidade. Por exemplo: ela pede um trator. Fazemos um levantamento para saber se a comunidade é produtiva e, se houver condições, atendemos”, comentou Eron.

O titular da Sepror defende que os implementos ajudam os produtores com poucas condições financeiras e que residem em comunidades isoladas. “Há uma política permanente com produtores cadastrados nos escritórios do Idam. Esse motor rabeta serve como gerador elétrico para produzir a mandioca e como transporte na canoa e até como bomba d’água. É um instrumento muito importante para o produtor que não possui condições para comprar”, disse Eron.

Melhor estrutura

A presidência do Idam, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que a distribuição de equipamentos agrícolas está vinculada ao projeto de estruturação das comunidades rurais e unidades de produção familiar, inserido no âmbito das políticas públicas desenvolvidas pelo Governo do Estado ao setor primário. O órgão defende que a estruturação gradativa do setor primário acarretou a melhoria da qualidade de vida da população rural, proporcionando, não só a geração de emprego e renda, como o acesso a novas tecnologias, cujo exemplo cita-se a mecanização agrícola, ocasionando o aumento da produtividade nas áreas de fruticultura, hortaliças e demais culturas, agregando valor ao produto final, em virtude da modernização do processo produtivo e da melhoria do processo de escoamento da produção. O instituto informou que a entrega de máquinas e implementos agrícolas continua.

 “Ainda há demanda”

“O Amazonas tem 1,5 milhão de quilômetros quadrados de área, 6,5 mil comunidades e uma infinidade de casas espalhadas, uma aqui e outras a 3 horas de viagem. O motor rabeta tira a escravidão do remo. Essas comunidades espalhadas precisam que o Estado chegue com alguma coisa. Não adianta eu chegar com o homem e a mulher numa pequena casa e cavar dez tanques para eles criarem peixe. Eles não terão condições nem de alimentar o peixe. Há lugares que ainda vivem no passado, onde um grupo gerador é fundamental para a sobrevivência. Os implementos, o subsídio do governo, para essas pessoas, são fundamentais. O Amazonas está em transformação. Nos próximos 20 anos vamos viver uma revolução. Mas, em muitas partes, ainda vamos viver esse quadro. Apesar de há mais de 30 anos esse tipo de política ser praticada, ainda há demanda. Mas se você for à Europa, vai ver que ela tira dinheiro dos serviços, da indústria e do comércio para subsidiar a agricultura. O setor primário só alavanca com subsidio”, José Melo, vice-governador.