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Investigador da Polícia Civil do AM responde a homicídio culposo por morte do policial Edson Cota

Abner Ferreira Miranda disparou o tiro de PT.40 que atingiu o lado esquerdo do tórax de Edson Cota durante operação da Derfd. Abner e o delegado responsável, Orlando Amaral, poderão responder administrativamente pelo caso

Equipe registra momento em que policial civil é baleado durante ação

Equipe registra momento em que policial civil é baleado durante ação (Reprodução/TV A Crítica)

Após dois meses de investigação, a Polícia Civil do Amazonas divulgou nesta sexta (27) que o investigador Abner Ferreira Miranda, 41, da 1ª classe da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd), será indiciado por homicídio culposo pela morte do também policial e colega de trabalho Edson Cota Willot.

Cota morreu após ser atingido por um tiro de pistola PT.40, uso exclusivo da polícia, disparado por Abner durante uma operação deflagrada pela Derfd para prender uma quadrilha de assaltantes. Uma comissão presidida pelo delegado Emerson Negreiros, diretor do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM), investigou a causa da morte e divulgou o resultado durante coletiva de imprensa.

O inquérito contra Abner será enviado à Justiça e poderá ser incluído pelo Ministério Público em outro processo criminal sobre o caso que já tramita na Justiça. Abner já foi informado do indiciamento dele e responderá pelo crime em liberdade. Ele continua trabalhando na Derfd enquanto não for concluída outra investigação contra ele, que tramita na esfera administrativa.

Abner está sendo investigado na Corregedoria Geral da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas. Além dele, o delegado titular da Derfd e responsável pela operação, Orlando Amaral, também é investigado pela SSP-AM. Amaral e Abner podem ser afastados do cargo caso sejam considerados responsáveis administrativamente pela morte de Cota.

Perícias

De acordo com Negreiros, para se chegar ao resultado de indiciamento de Abner, foram realizadas oito perícias técnicas, reconstituição do caso, e um estudo da sonoplastia e das imagens captadas pela equipe de reportagem da TV A Crítica, que estava fazendo cobertura jornalística a operação da Derfd.

Durante 20 segundos de imagem e som analisados, verificou-se que o projétil da PT.40 atingiu o tórax de Edson Cota no 19º segundo de tempo. Nas investigações, foi descartada a possibilidade do disparo ter sido originado da pistola PT.40 que um dos assaltantes portava com ele. A PT.40 em posse dos assaltantes era roubada de um policial militar.

Negligência

A operação policial da Derfd em busca da quadrilha de assaltantes foi acompanhada por uma equipe de reportagem da TV A Crítica. Segundo o delegado Negreiros, a Delegacia Geral de Polícia Civil não foi informada sobre a operação e isso é considerado irregular. "Toda operação deve ser informada à Delegacia Geral", disse Negreiros.

Outro descuido que influenciou na morte de Edson Cota foi o fato dele não estar usando colete balístico durante os trabalhos. O Delegado Emerson Negreiros não soube informar o motivo de Cota não estar com o equipamento de proteção, e negou que o colete tenha sido dado para uso de algum repórter da TV A Crítica.

Além disso, segundo Negreiros, o policial Cota havia sido avisado, aos gritos, pelos colegas, para que saísse da linha de frente e se protegesse durante a operação, o que não ocorreu. Três policiais estavam no local - Cota, Abner e um terceiro, Sadi - cada um com uma pistola PT.40. Ao todo, seis tiros foram disparados, e o quarto disparo, vindo de Abner, atingiu Cota.

'Acidente'

O delegado Emerson Negreiros negou que a morte de cota possa ser considerada um acidente de trabalho. "O termo correto seria o de causar dano à saúde de pessoas. É homicídio culposo mesmo, com pena de um a três anos", declarou o delegado.

Negreiros também negou que o delegado Orlando Amaral ou os policiais da Derfd tenham usado recursos para atrapalhar as investigações do caso Cota. "Em nenhum momento houve isso por parte deles. Simplesmente ficaram em uma situação de investigados", finalizou Emerson Negreiros.

Operação

A operação policial foi comandada por Orlando Amaral e tinha o objetivo de prender homens suspeitos de envolvimento em roubos do tipo “saidinha de banco”. Houve perseguição e o policial Cota acabou sendo atingido durante o cerco montado para capturar os suspeitos.

Veja vídeo registrado por equipe da TV A Crítica durante ação que vitimou o investigador