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Vigilantes protestam após serem impedidos de trabalhar em 'jogo-teste' na Arena

Grupo bloqueou sentido bairro-Centro da av. Constantino Nery e trânsito foi liberado após negociação com a PM. Sindicato afirma que tumulto ocorreu por conta de mudanças em trâmites da Polícia Federal, os quais só foram divulgados nesta quinta (3)

Seguranças se reuniram em frente a Arena da Amazônia

Seguranças se reuniram em frente a Arena da Amazônia (Érica Melo)

Cerca de 100 vigilantes fizeram um protesto no início da tarde desta quinta-feira (3) em frente à Arena da Amazônia e bloquearam um sentido da avenida Constantino Nery, bairro Chapada, Zona Centro Oeste, porque foram dispensados de trabalhar na segurança do jogo teste da Copa do Mundo entre Resende e Vasco da Gama, que será realizado no início da noite desta quinta-feira (3).

A classe alega que foi comunicada da destituição somente nesta manhã por representantes da empresa Legítima, responsável pela segurança do estádio nos jogos da Copa do Mundo na capital. “Disseram que só trabalharia no jogo de hoje quem já tivesse diploma de grandes eventos credenciado pela Polícia Federal”, contou a integrante do grupo Patrícia Sevalho.

O grupo chegou a bloquear a via na altura da Arena da Amazônia durante três horas no sentido bairro-Centro. A manifestação foi acompanhada por policiais militares da 12ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) que após realizar negociação com os manifestantes, conseguiram desobstruir a avenida.

Os trabalhadores seguiram para a área interna da Arena Poliesportiva Amadeu Teixeira, onde se reuniram com o Sindicato das Empresas de Vigilância e Segurança Privada do Amazonas (Sindesp/AM) e coordenadores da FIFA. No local, os mesmos expuseram suas reivindicações. “Estão desmoralizando a nossa categoria, pois a maioria possui o curso e aguarda somente a credencial da Polícia Federal”, disse um trabalhador.

Trabalhadores conversam com diretor do Sindicato dos Vigilantes, Adolfo Torres (Foto: Érica Melo)

“Muitos aqui estão desempregados e outros abandonaram serviços para se dedicar a esse. Não é certo, alguns tiveram que emprestar dinheiro para comprar as roupas, mas chegou aqui e foi informado da dispensa. Nós não somos baderneiros, apenas estamos reivindicando os nossos direitos”, afirmou outra vigilante.

Favorecimento

Os trabalhadores também acusam a empresa Legítima de fornecer vagas a vigilantes que já são contratados da empresa e excluir aqueles que entraram por academias de formação. “Mais de 300 pessoas que vão trabalhar como steward (seguranças privados) no jogo de hoje são da Legítima e muitos deles nem tem diploma de grandes eventos. Isso aqui é um jogo teste e nós viemos para ganhar aprendizado”, disse um vigilante.

De acordo com o diretor do Sindesp/AM, Adolfo Torres, a empresa Legítima e o sindicato não foram comunicados a tempo sobre as mudanças. “A empresa recebeu o comunicado por volta de 0h de hoje (quinta). Se isso está ocorrendo não é culpa da empresa nem do Sindicato, mas sim da Polícia Federal que nos comunicou somente agora”, disse. A empresa Legítima não foi localizada para falar sobre o assunto.

Negociação

Após o tumulto, o sindicato informou que os trabalhadores que não possuem certificado homologado pela PF ou que ainda estão concluindo o curso de formação – que termina nesta sexta-feira (4) –, atuarão hoje como trabalhadores de acesso.

“Conversamos com os coordenadores da FIFA e decidimos que, hoje, todos ficarão responsáveis pelo controle de acesso nas catracas. Eles também receberão as diárias estabelecidas como steward, de R$ 130, e o lanche”, finalizou Torres.

A Polícia Federal de Brasília orientou a reportagem a entrar em contato com a PF do Amazonas alegando não ter sido comunicada oficialmente sobre o protesto. A PF do Amazonas não se pronunciou sobre o caso até a publicação desta matéria.