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Rachado, Psol avaliza Abel Alves ao Governo

Convenção realizada no Município de Tefé chancela a candidatura ao Governo do Amazonas do Partido Socialismo e Liberdade


Abel Alves, do PSOL

Abel Alves, do PSOL (Winnetou Almeida)

Dividido, o Partido Socialismo e Liberdade (Psol) foi o primeiro a realizar convenção estadual para as eleições de outubro, domingo passado (15), em Tefé (distante 520 quilômetros da capital), quando confirmou o nome do ex-deputado estadual Abel Alves como candidato ao Governo do Estado e de Mário Lúcio como candidato a senador pela sigla.

Contrários à decisão, filiados de Manaus ingressaram com uma petição na executiva nacional do partido denunciando “imposição” das candidaturas pelo diretório estadual da legenda no Amazonas e solicitando intervenção nacional no diretório. “Temos a tradição de discutir até a exaustão essas questões, que não se encerra em duas, três reuniões. Mas, é um processo para a gente ir para a campanha com o reflexo da maioria. Essa candidatura do Abel Alves é de uma dúzia de filiados”, afirmou o secretário-geral do partido, Fernando Lobato.

 “Não teve uma discussão com os filiados de Manaus. A maior atuação partidária do Psol é em Manaus, que tem os mais engajados com os movimentos sociais”, disse Lobato, ao afirmar que o diretório estadual contou com o apoio dos filiados do interior, que são maioria. “Mas, não tem atuação política como a gente daqui. Muitos, não todos, só se articulam no período eleitoral”, completou. 

Fernando Lobato disse que a realização da convenção no interior é um sinal do racha com os filiados de Manaus. “Se eles fizessem aqui, eles iam passar vergonha por que a maioria iria protestar e não  apoiar. A verdade é que eles não quiseram fazer em Manaus porque seriam hostilizados”, afirmou.

 “Também representamos nacionalmente pedindo o afastamento de dois filiados: o Paulo Onofre e o Eduardo Vieira, que são pessoas ligadas a partidos que nós fazemos franca oposição. E entendemos que essas pessoas não podem estar dentro da direção do partido. O Paulo (Onofre) é ligado ao vereador Mário Frota que é do PSDB e o Eduardo é vinculado ao PSD do Omar Aziz”, revelou. Segundo Lobato, o indicado nome indicado pelos filiados de Manaus para concorrer ao governo é o do professor Jevaldo Silva.

O presidente estadual da sigla, Elson Melo, disse que apenas um grupo minoritário é contra a candidatura de Abel Alves. “Cada um tem uma maneira de pensar. Temos dez correntes no Psol. Aqui no Amazonas temos quatro e num congresso que fizemos um dia desses eles eram 26 pessoas. Nós respeitamos o que eles pensam, mas somos maioria”, afirmou.

O partido definiu que terá 35 candidatos a deputado estadual e dez  a deputado-federal. Elson  disse que a legenda deixou em aberto conversas com o PSTU, o PCB e o PPS para alianças.

A ex-deputada  e federal Luciana Genro (Psol-RS) deve substituir o senador Randolfe Rodrigues na corrida presidencial. Na sexta-feira, o parlamentar  informou que desistiu da disputa. De acordo com nota divulgada pelo Psol, a filha do governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT) encabeçará a chapa da sigla.

Partido escala Luciana Genro

Em nota sobre a desistência, o Psol disse que a decisão do senador estaria vinculada à “necessidade construir uma alternativa política contra o retorno das forças conservadoras no Estado do Amapá”, mas que “a opção representa um prejuízo na construção de uma alternativa de esquerda nestas eleições”.

A escolha de Luciana Genro deverá ser aprovada em convenção do Psol, marcada para os dias 21 e 22 deste mês. Randolfe enfrentava resistência de um grupo dentro do próprio partido e vinha tendo mau desempenho nas pesquisas de intenção de voto. Ele estuda disputar o governo do Amapá.

Randolfe defendeu que o deputado estadual Marcelo Freixo (Psol-RJ) assumisse a candidatura à presidência da República. No entanto, Freixo, que inspirou um dos personagens do filme “Tropa de Elite 2, já declarou que vai apoiar Luciana Genro.

O senador não havia pontuado em nenhuma pesquisa do Datafolha e enfrentava divisões internas no partido. Ele disse  ter tomado a decisão de forma unilateral, após consultar poucos companheiros de sigla nos últimos dias. “Temos que fazer uma revisão profunda. A esquerda tinha que ter se renovado depois das manifestações de junho, e isso não foi feito”, afirmou. “Eu faço a autocrítica, porque acho que não consegui unir nem o meu partido em torno da candidatura”, acrescentou.