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Amazonas perde verba para ações de promoção da igualdade e combate ao racismo

A falta de uma secretaria ou de um conselho estadual de promoção da igualdade racial impede o estado de receber recursos para iniciativas do gênero

Encontro de Mulheres Afroameríndias e Caríbenhas discutiu, ontem, a ausência de pauta institucional sobre igualdade racial

Encontro de Mulheres Afroameríndias e Caribenhas discutiu, ontem, a ausência de pauta institucional sobre igualdade racial (Divulgação/Internet)

Sem secretaria estadual ou conselho de promoção da igualdade racial, o Governo do Amazonas não poderá receber, após a eleição deste ano, a verba do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir) do Governo Federal, destinada a implementação de políticas e serviços destinados a superar as desigualdades raciais.

O tema foi discutido, ontem, no encerramento do “III Encontro de Mulheres Afroameríndias e Caribenhas: Racismo Institucional”, que ocorreu no auditório do Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), por representantes da sociedade civil organizada do Estado e do País.

Para a ativista do Fórum Estadual de Mulheres Negras do Espírito Santo (ES) e subsecretária de Movimentos Sociais da Casa Civil do Governo do Estado do ES, Leonor Araújo, o Amazonas irá enfrentar grandes dificuldades por não ter uma pauta institucional que atenda aos afrodescendentes.

“Nós temos e vamos ter, mais ainda, graves problemas para receber recursos do Governo Federal para a pauta de afrodescendentes, pois hoje o Governo monta um sistema nacional de repasse de verbas para os estados que possuem secretaria e conselho de promoção da igualdade racial, e o Amazonas não tem um Conselho e não possui uma secretaria estabelecida para tratar dessa questão. Então, ele não poderá aderir ao Sinapir, unicamente por não ter os requisitos básicos para que isso aconteça”, alertou Leonor.

O teólogo da tradição de matrizes africanas, Jayro Pereira de Jesus, 64, define como “insignificante” as políticas públicas desenvolvidas, hoje, no Brasil e no Amazonas. “Hoje tem sido feito muita coisa no combate ao racismo, mas é muito pouco ainda, é insignificante para reparar a dívida histórica que o Brasil tem para com a população negra e indígena. Eu costumo dizer que este País deve considerar as particularidades civilizatórias de forma potencial, ou seja, é preciso tirar o povo negro e indígena de um balaio de gato e trabalhar as especificidades de cada povo”, avaliou.

A presidente da União de Negros pela Igualdade no Amazonas (UNEGRO), Elizangela Almeida, frisou que diversos representantes da sociedade civil organizada já tentaram diálogo com o governo estadual quanto a criação de pelo menos um conselho que promova a igualdade social, mas não houve entendimento.

“Estamos sendo prejudicados. Deixaremos de receber uma verba considerável que poderia ser brevemente empregada em projetos que atendessem aos negros e índios do Estado, por desinteresse dos gestores que estão aí”, lamentou Elizangela.