Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

Amazonas redobra cuidados em serviços oferecidos em prol da saúde mental

Estado vem implementando e melhorando serviços já oferecidos para pessoas com algum tipo de transtorno mental. Modelo de atendimento vem mudando nos Centro de Atenção Psicossocial (CAPs), Hospital Eduardo Ribeiro, entre outros

A desativação das unidades no formato dos manicômios é uma das propostas da reforma psiquiátrica

Apesar da desativação do Eduardo Ribeiro, urgência e emergência ainda funciona, além de outros serviços (Marcelo Cadilhe)

Cuidar da saúde mental é uma preocupação que todos devem ter, já que de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 12% da população necessita de algum atendimento nessa área, seja contínuo ou eventual. E, para melhorar os serviços de atenção e humanizar cada vez mais os cuidados aos pacientes que sofrem com algum transtorno, o estado vem implementando a Rede de Atenção Psicossocial (Raps).

De acordo com a coordenadora estadual de Saúde Mental, Álcool e outras drogas, Lurdes Siqueira, desde que a Lei Antimanicomial entrou em vigor, em 2011, o Amazonas passou a lutar para mudar o modelo de atendimento, extinguindo o modo manicomial, e passando a descentralizar os serviços. Um dos primeiros passos, foi a desativação do Centro Psiquiátrico Eduardo Ribeiro. “Mas isso não significa que vamos abandonar os pacientes com transtornos mentais. Pelo contrário, a nossa idéia é tirar essas pessoas da ‘exclusão’ e disponibilizar os cuidados desde a atenção básica”, reforçou.

Atualmente, a urgência e emergência do hospital psiquiátrico ainda está em funcionamento, mas além do Hospital Eduardo Ribeiro, os Centro de Atenção Psicossocial (CAPs) e algumas policlínicas municipais e estaduais estão aptas para fazer o acolhimento e atendimento desse paciente. Mas, se ele estiver em crise psicótica, o ideal é encaminhá-lo para ser atendido no Eduardo Ribeiro. Na urgência e emergência o paciente é medicado e liberado, porém se não apresentar melhoras após o efeito da medicação, ele pode permanecer em observação por até 72h. Se o problema persistir, aí sim, o paciente é encaminhado para um internação breve, que pode durar até 90 dias.

De acordo com a terapeuta Rosângela Melo, membro da Coordenação de Saúde Mental do estado, são vários os fatores que podem desencadear transtornos mentais, desde não saber lidar com decepções até o uso excessivo de álcool e outras drogas. “As pessoas precisam de qualidade de vida, mudar e ter hábitos mais saudáveis, buscar ter mais relações interpessoais e familiares e deixar a tecnologia de lado”, destacou.

Procure ajuda

No último dia 11 deste mês, uma mulher foi presa após, supostamente ter um surto, incendiar a própria casa no bairro Armando Mendes. No incidente, o filho mais velho, Bismark Oliveira dos Santos, 22, não conseguiu sair a tempo da casa e morreu. A família informou que a mulher enfrentava o problema há tempos, mas ela ainda não se tratava. Por isso, quanto mais rápido procurar ajuda, melhor ao paciente.

Ainda de acordo com informações da Rede de Atenção de Saúde Mental, os serviços também se extendem para pessoas em situação de rua. Atualmente, as secretarias de saúde municipal e estadual, juntamente com as secretarias de assistência social e organizações não-governamentais têm oferecido esse tipo de apoio nas ruas da capital.