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Ambev de Manaus entra em estado de greve nesta quinta (8)

Descontentamento dos funcionários com a empresa, que é patrocinadora da Copa, por conta de questões trabalhistas, pode resultar em paralisação na próxima semana

Segundo CNTA, o Amazonas tem 3,5 mil trabalhadores do setor de bebidas

Segundo CNTA, o Amazonas tem 3,5 mil trabalhadores do setor de bebidas (Luiz Vasconcelos/ Arquivo A CRÍTICA)

Após as últimas rodadas de negociações entre funcionários e representantes da Ambev, empresa de bebidas que é uma das maiores do mundo, além de ser patrocinadora da Copa, um ultimato foi dado pelos trabalhadores: caso não seja apresentada uma proposta considerada justa pelos funcionários, que reivindicam reajuste salarial e direitos trabalhistas, eles podem cruzar os braços na próxima semana.

A decisão foi tomada após a assembleia promovida nesta quarta (7) pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Bebidas em Geral de Manaus (Stibam), que reuniu, mais uma vez, representantes do movimento grevista e da empresa, mas não resultou em acordo. O encontro teve o apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA Afins).

O movimento, que reúne cerca de mil funcionários, pede um reajuste de 10% sobre os salários, remuneração adicional de 100% sobre as horas extras, de segunda a sábado, e de 120% aos domingos e feriados, adicional noturno de 50% sobre a hora normal, implantação do programa de Participação nos Lucros e Resultados (PLR), adicional de insalubridade e periculosidade, além de ações concretas para reduzir o índice de acidentes de trabalho. A principal queixa dos grevistas, porém, é de que a empresa tem se mostrado muito resistente às negociações.

“A Ambev simplesmente não queria receber a nova pauta dos funcionários, então organizamos a assembleia para mostrar a situação ao CNTA Afins, quando então – e só então – eles se dispuseram a acolher nossa proposta. Além disso, hoje (quinta-feira), de forma totalmente ilegal, eu fui barrado ao chegar à empresa pra trabalhar, por participar do movimento por melhores condições de trabalho”. Quem fala é Vicente Castro, presidente do Stibam e funcionário da Ambev há 23 anos, que alegou ainda ter sido agredido por um gerente da empresa, na última assembleia do movimento, em 30 de abril. “Esse senhor primeiro me dirigiu palavras de baixo calão quando eu estava me manifestando, e depois me empurrou do tablado. Eu só não caí e me machuquei porque havia outro funcionário perto de onde eu estava, que me segurou”, revela.

Nesta quinta-feira (8), os funcionários amotinados protocolaram um documento na Ambev, com a pauta de reivindicações e o compromisso de uma nova reunião com representantes da empresa, na próxima terça (13). Se nesse evento não se chegar a um consenso, os funcionários prometem cruzar os braços a partir do dia seguinte.

A assessoria de comunicação da AmBev se manifestou por nota:

A Ambev informa que está e sempre estará aberta ao diálogo com seus funcionários, com os sindicatos e demais representantes legais dos trabalhadores. A Ambev informa ainda que o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Bebidas em Geral em Manaus (Stibam) não atendeu as formalidades legais para declaração do estado de greve e, por isso, a ação é irregular. A empresa não vê motivos para paralisações já que continua empenhada na negociação com o sindicato para chegar a um bom termo para todos. Para reforçar sua disposição ao diálogo e negociação, a Ambev notificou a entidade via cartório, convocando uma reunião para terça-feira, 13/05, às 11h. A companhia, inclusive, já apresentou proposta, mas, até o momento, o sindicato não a submeteu para avaliação dos funcionários da empresa. Por fim, a Ambev afirma que não houve qualquer caso de agressão entre seus representantes e sindicalistas.”

A Ambev já foi eleita uma das cem melhores empresas para se trabalhar no Brasil, num levantamento do Great Place to Work Institute (GPTW), embora seja uma das empresas que mais respondem a processos trabalhistas, segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT).