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Ambulantes e canoeiros ameaçam imagem do Mercado Adolpho Lisboa por lixo deixado ao redor

Conforme permissionários do Mercado Adolpho Lisboa, um dos principais cartões postais da capital, a falta de limpeza e higiene do lado de fora da feira é prejudicial às vendas e ao turismo

Permissionário espera melhores vendas enquanto clientes optam por comprar produtos com canoeiros e ambulantes do lado fora do "mercadão"

Permissionário espera melhores vendas enquanto clientes optam por comprar produtos com canoeiros e ambulantes do lado fora do "mercadão" (Luiz Vasconcelos)

O lixo deixado por vendedores ambulantes no entorno do mercado Municipal Adolpho Lisboa, no Centro de Manaus, está prejudicando a imagem de um dos principais cartões postais da capital. De acordo com os permissionários, a limpeza e higiene dentro do “mercadão” são notadas por todos, mas fora não é a mesma coisa.

O contraste foi observado pelo turista mineiro Roberto Cunha, 55, mineiro. Ele afirma que o mercado é um dos pontos turísticos da cidade que ele mais admira. “Eu cheguei a visitar o mercado antes de ser fechado, acredito que a cidade tem muito a ganhar, se acabarem com esse anexo de feira”, destaca.

Os consumidores confirmam o contraste existente entre os dois ambientes. “O mercado está muito bonito, a estrutura, o local onde são colocados os peixes é limpo e arrumado, agora a cidade tem um mercado digno e ele poderia ser respeitado, mas não é. O que acontece é essa situação feia e fedorenta bem ao lado”, lamentou.

A permissionária Marta Dias da Silva, 45, diz que não é somente sujeira que existe do lado de fora do mercado. “Os ambulantes trabalham bêbados, imundos e ainda usam drogas. Á tarde eles ficam nesse muro no meio do lixo, usando drogas”, denunciou.

Segundo o permissionário Fernando dos Santos Pereira, 70, todos que trabalham no mercado pagam a energia e água que consomem, e pagam uma taxa de de R$ 20,00 por semana pela utilização da banca,  e, se não pagarem, a banca é lacrada. “Cobram da gente, se não é pago eles vem aqui fechar tudo, e porque eles não fazem o mesmo com esses ambulantes?” Questionou Fernando.

A permissionária Luciana Helena Gomes, 40, tem família em Santarém e diz que fica com vergonha de recebê-los na beira do rio e, depois, levá-los ao local de trabalho dela. “Eles chegam de barco e se deparam com o mercado cheio de vendedores de verdura, e peixeiros, e dentro do mercado não tem ninguém comprando. Tenho vergonha, tomara que essa água desça logo, para eles irem vender bem longe”, ressalta.

A Secretaria Municipal de Feiras, Mercados, Produção e Abastecimento (Sempab) informou que, em parceria com a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), irá instalar um portão entre o Mercado e a loja ao lado para impedir o acesso de canoeiros e ambulantes nas proximidades.

A assessoria do órgão informou que essa ação foi umas das alternativas encontradas pela Sempab para solucionar a questão, tendo em vista que os verdureiros e canoeiros, mesmo após as notificações e apreensões, insistem em permanecer naquela área.

Regularização

A Sempab ofereceu espaço em feiras e mercados para que os ambulantes da rua Tabelião Lessa possam trabalhar regularmente. No entanto, eles não aceitaram. A Sempab disse que está receptiva para receber os ambulantes que desejam trabalhar em outro local com a autorização.