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Prefeito Artur Neto muda equipe e limita ações de Hissa

Entrega dos cargos de secretários pré-candidatos foi anunciada, nesta quinta (12), pelo prefeito de Manaus em programas de rádio

Artur Neto

Artur Neto: 'O único que teria condições de disputar e ganhar o governo sou eu. E eu não serei candidato' (Marcio Silva)

O prefeito de Manaus, Artur Neto (PSDB), anunciou nesta quinta (12) mudanças na cúpula de sua administração, e justificou que a medida atinge aqueles que irão disputar mandatos na eleição de 2014. A troca na Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), que era comandada pelo vice-prefeito Hissa Abrahão (PPS), causou surpresa pelo tom das declarações de Artur em relação ao aliado, que é pré-candidato ao Governo do Estado.

Em entrevistas a emissoras de rádio, o prefeito afirmou que Hissa não terá o apoio dele e nem do PSDB se a candidatura se concretizar. “Fomos eleitos (ele e Hissa) para administrar Manaus. O único que teria condições de disputar e ganhar o governo sou eu. E eu não serei candidato”, afirmou Artur Neto à CBN. Segundo ele, a candidatura do vice-prefeito não é natural: “É uma candidatura fruto ainda da imaturidade dele e eu imagino que precipitada”.

“Ele tem que amadurecer. Vice-prefeito aos 33 anos de idade, vai querer ser governador... depois presidente da República? Não é assim. Ele tem que ter paciência e humildade”, opinou o prefeito. A CRÍTICA tentou entrevistar Hissa, mas ele não respondeu às ligações.

Novos nomes
O subsecretário de Infraestrutura Orlando Holanda responderá, temporariamente, pela Seminf. O deputado federal licenciado Pauderney Avelino (DEM) deixa o comando da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e reassume o mandato em busca da reeleição.

O secretário de Governo, Humberto Michiles (PSDB), assumirá a Semed e o jornalista Márcio Noronha deixa a Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom) para ocupar a cadeira deixada por ele. Na Semcom, a subsecretária Mônica Santaella assume.

Outra mudança é no cargo de secretário particular do prefeito. Donmarques Mendonça (PSDB), deixa o posto para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa. Assumirá interinamente o subchefe da Casa Militar, major Marcos Encarnação, que acumulará funções.

Os novos secretários serão empossados até à segunda-feira. Pela regra eleitoral, eles teriam até o início de abril para se desincompatibilizar.

Candidatura tem origem em 2010
O prefeito Artur Neto chamou ontem o vice-prefeito Hissa Abrahão de “imaturo” por ele pleitear candidatura ao Governo do Estado em 2014. O tucano afirmou que o seu vice precisa amadurecer. Tem que ser paciente e humilde.

As pretensões de Hissa de ser candidato a governador foram alimentadas pelo grupo que os dois integram. Em junho de 2010, no último dia de definições de candidaturas para as eleições daquele ano, Artur Neto e a cúpula do PPS, decidiram que Hissa seria o candidato ao Governo para dar palanque para a eventual reeleição dele ao Senado.

O então vereador encabeçou a coligação “O Amazonas de Todos Nós” formada pelo PV, PSDB e PPS. A aliança disputou os cargos de senador, deputado federal, estadual e ao Governo do Estado. Hissa obteve 138.281 votos, terceira colocação na disputa, atrás de Omar Aziz que teve 943.955 votos, e do senador Alfredo Nascimento (382.935 votos).

Artur não se reelegeu. Mas a votação expressiva deu a Hissa a interlocução do PPS no Estado e o cacifou para assumir o lugar de vice do tucano em 2012.

‘Rompimento interessa ao PMDB’
O deputado estadual Luiz Castro (PPS) afirmou ontem que o eventual rompimento entre o PPS, do vice-prefeito Hissa Abrahão, e o PSDB, do prefeito Artur Neto (PSDB) favorece o projeto político do senador Eduardo Braga (PMDB) ao Governo do Estado. “Sozinho, o PPS não conseguiria tempo de televisão para alavancar uma candidatura”, disse o parlamentar.

Ao comentar o afastamento de Hissa da Seminf e as declarações dadas pelo prefeito em rádios locais, Luiz Castro avalia que ambos, ao seu modo, agiram de forma correta. “Artur, estabeleceu uma diretriz. Quer evitar a contaminação eleitoral do trabalho da prefeitura. O Hissa vê a possibilidade de ser candidato. Para que não pareça traidor, mais adiante, preferiu sair agora, e trabalhar essa possibilidade sem ser desleal”, analisou.

Luiz Castro ressalta que a decisão do PPS lançar candidatura ao Governo tem que ser debatida internamente. “No congresso nacional, o PPS aprovou indicativo de aliança com o PSB/Rede. No entendimento da maioria dos delegados, não há musculatura para candidatura própria para Presidência da República. Temos que fazer a mesma discussão aqui. Se vale a pena lançar candidatura própria rompendo o arco de aliança que elegeu o Artur prefeito”, disse.

O deputado estadual lembrou que o PPS ainda não decidiu se lançará candidato a governador. “Há indicativo das executivas estadual e municipal. Mas nunca houve uma decisão partidária definitiva para candidatura do Hissa. Isso pode ou não se confirmar. Não se pode dizer que já há uma candidatura tão longe da eleição”, disse o deputado.

Ao ser questionado se as declarações do prefeito ontem acenam com a candidatura dele ao Governo, Castro disse: “Com a posição dele de antecipar a saída dos pré-candidatos fica difícil ele sair candidato porque está organizando o governo para permanecer. Hoje ele dá esse sinal. Mas em março e abril pode mudar de ideia. Tenho convicção que hoje a posição dele é de não se afastar”, disse.