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Artur volta a falar de sabotagem no Proama em evento

Prefeito acredita que colisão de balsa contra estação de tratamento foi uma ação premeditada para prejudicar a cidade; investigação está em andamento

Segundo a prefeitura, o condutor da balsa que se chocou com a pilastra do Proama estava sob efeito de bebidas alcoólicas

Segundo a prefeitura, o condutor da balsa que se chocou com a pilastra do Proama estava sob efeito de bebidas alcoólicas (Divulgação)

São cada vez mais evidentes os indícios que a colisão de uma balsa contra a adutora do Programa Água para Manaus (Proama), que deixou 500 mil pessoas sem água há 12 dias, se trata de uma premeditada ação de sabotagem. Novos aspectos do “incidente” estão sendo investigados e alguns foram apresentados pelo prefeito Artur Neto, na última quinta-feira (3), durante evento público. Artur disse que prefere não acreditar em terrorismo, mas as evidências mostram o contrário.

Segundo o prefeito, a Estação de Tratamento de Água (ETA) atingida, chamada Ponta das Lajes, no Distrito Industrial 2, fica próximo a margem do rio, numa área onde não há navegação e que, portanto, a balsa não deveria estar passando no local. O fluxo de embarcações é feito num trecho longe da estação. “Ali dá para dormir três dias que não aparece nenhum barco porque não é lugar de navegação. Os barcos vão por outro lado e não passa, sequer, canoa”, destacou.

O condutor que também seria proprietário da balsa tem um porto longe da estação e não teria motivo para passar próximo à estação, conforme afirma Artur. Caso estivesse com problemas mecânicos, como foi cogitado inicialmente, teria pedido socorro via rádio, uma vez que, teve tempo suficiente antes da colisão, “o que reforça a ideia de boicote, disse Artur”.

“Essa ideia é terrível de acreditar que alguém é capaz de fazer terror em um atentado. Eu dizia que ninguém é doido de bater naquela massa de concreto do Proama se não fosse para morrer. Para bater na estação do Proama a pessoa teria que ser suicida como um kamikaze”, ressaltou.

O condutor da balsa está sendo investigado, mas não teve o nome revelado. O acidente é apurado pela Polícia Civil e pela Marinha. Artur esteve no local mais uma vez é afirmou que o condutor colidiu contra as defensas da Proama. As defensas reduziram o impacto e as estruturas foram empurradas contra a tubulação de captação de água obrigando a interrupção de água.

Inicialmente foi cogitada a ideia que a balsa era velha, mas na verdade, se trata de uma embarcação nova. “Como pode o sistema de marchar ré que funciona como frenagem ter apresentado falha se a embarcação é nova? E o condutor ainda perdeu o leme. Se perdeu o leme era muito mais provável ter batido na margem que nas defensas do Proama”, disse.

Ainda de acordo com o prefeito, o condutor estava sob efeito de bebidas alcoólicas e há contradição nas informações apresentadas. “A polícia disse que existe uma ‘história coberta’, quando alguém faz um mal feito e bebe para poder colocar a culpa na embriaguez. O cara arrebentou duas colunas do Proama de 40 metros de prejuízo”, disse.

Investigação está em andamento

O Inquérito Administrativo sobre Fatos da Navegação (IAFN), instaurado pela Marinha para apurar a colisão da balsa contra a adutora do Programa Água para Manaus (Proama), deve ser concluído em 90 dias. O a investigação no 28º Distrito Integrado de Polícia (DIP), que também apura o acidente, tem prazo de conclusão de 30 dias.

Das 500 mil pessoas afetadas pelo acidente, 50 mil estão sendo atendidas exclusivamente por carros-pipa porque há poços artesianos nos bairros onde moram. Outras 150 mil estão recebendo água por rodízio, com o fornecimento em um período do dia. As outras 300 mil estão sendo abastecidas pela estação de captação da Ponte do Ismael, na Zona Oeste.

A Manaus Ambiental reativou 18 poços de um total de 29 que eram utilizados antes da instalação do Proama.