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Ativista que teve o namorado ‘roubado’ por Sininho entregou black blocs à polícia

Anne Josephine Crantz, de 21 anos, descobriu o romance entre a líder black bloc e Luiz Carlos Rendeiro Júnior, militante do movimento conhecido como ‘Game Over’, quando viu imagens de Sininho na TV; a rivalidade entre as duas levou à denúncia feita por Josephine

Foto do romance entre Sininho e Game Over fez ativista traída denunciar atos de violência de militantes

Foto do romance entre Sininho e Game Over fez ativista traída denunciar atos de violência de militantes (Reprodução/Fabio Motta/AE)

No meio do embate entre os que aprovam e os que condenam a conduta dos manifestantes do grupo intitulado “Black Bloc”, vários dos quais foram indiciados por atos de violência durante as manifestações do ano passado, tem espaço para romance.

Ou melhor, para o fim dele: foi uma traição o estopim que levou uma ex-integrante do movimento a depor na polícia carioca e denunciar vários ex-companheiros, incluindo a líder dos black blocs, Eliza Quadros Pinto Sanzi, conhecida como Sininho, que teve a prisão preventiva decretada pela Justiça na última sexta-feira (18), junto com outros 22 ativistas.

Anne Josephine Louise Marie Rosencrantz, de 21 anos, contou à polícia carioca que mantinha um relacionamento antigo com o militante Luiz Carlos Rendeiro Júnior, 25, de alcunha “Game Over”, com quem inclusive teria tido um filho. Quando a líder black bloc foi presa em flagrante, em outubro do ano passado, acusada de depredação, Josephine viu em fotos o beijo comovido dado por Game Over em Sininho, que se encontrava junto com outros detidos a caminho da delegacia. Os dois já estavam namorando.

A descoberta deu início a uma rivalidade entre as duas, que logo se transformou em antagonismo declarado, bem no seio do movimento. Enfurecida com a traição, Josephine denunciou à polícia os atos de incitação de Sininho à queima do prédio da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, na Cinelândia, na noite de 7 de outubro passado. Segundo a ex-black bloc, foram outros manifestantes, incluindo Game Over, que impediram a realização do plano da ativista. Josephine também deu detalhes da organização do movimento, além de afirmar ter presenciado o consumo de drogas por militantes.

Suas declarações serviram de base aos pedidos de prisão preventiva feitos pela justiça carioca na semana passada. O “romance revolucionário” entre Sininho e Game Over (como ela definiu o namoro para Josephine) acabou resultando, mesmo, na maior ameaça que o movimento enfrenta desde a sua primeira (e barulhenta) aparição no cenário nacional.