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Atletas de países afetados por ebola são barrados em Jogos da Juventude, ocorrido na China

Decisão impede participação de dois atletas de esportes de combate e um de piscina. O pior surto de ebola no mundo começou na África Ocidental e matou até agora 1.069 pessoas, motivo de alerta internacional

Atletas de países atingidos pela epidemia de ebola, na África Ocidental, estão sendo impedidos de competir em algumas modalidades dos Jogos Olímpicos da Juventude, que começam neste sábado (16) na China, informou a organização do evento nesta sexta-feira (15).

"Atletas oriundos das zonas afetadas não vão competir em esportes de combate" e "também foi decidido que nenhum atleta daquela região irá competir na piscina", disseram, em comunicado, o Comitê Olímpico Internacional e os organizadores chineses do evento.

A decisão, que afeta dois atletas de esportes de combate e um de piscina, foi tomada "com o objetivo de garantir a segurança de todos os participantes", acrescenta o comunicado.

Além disso, todas as pessoas das delegações da África Ocidental "serão sujeitas a medições regulares de temperatura e avaliações físicas" durante os jogos. "Fomos tranquilizados pelas autoridades de saúde, que garantiram que não foram registrados casos suspeitos e que o risco de infecção é altamente improvável", acrescenta a nota.

Os Jogos Olímpicos da Juventude são realizados em Nanjing, antiga capital da China, de 16 a 28 de agosto, e deles participam mais de 3.700 atletas, com idade entre 15 e 18 anos.

O pior surto de ebola no mundo, que começou na África Ocidental, matou até agora 1.069 pessoas e provocou o alerta internacional, levando várias companhias aéreas a cortar voos para a região.

A Guiné-Conacri, centro da epidemia, declarou "emergência de saúde pública" e impôs controles rígidos de fronteiras. Os Estados Unidos determinaram aos parentes dos diplomatas que abandonem a vizinha Serra Leoa, também atingida. Outros países que registraram casos foram a Libéria e a Nigéria.

A Organização Mundial da Saúde disse que o surto de ebola está sendo subestimado e que são necessárias medidas "extraordinárias" para conter a propagação do vírus.