O Movimento Baré em prol da Saúde Mental participa de audiência pública na manhã desta segunda-feira (18) na Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam).
O Movimento é organizado a partir da reunião de interesses de duas instituições com os pacientes internos do Hospital Psiquiátrico Eduardo Ribeiro: o Instituto Silvério Almeida Tundis, parceiro do Programa Encontro (Proexti), e a ONG Leseira Baré, os quais contam com a participação de estudantes e professores da Ufam.
Serão discutidos vários temas pertinentes à problemática Saúde Mental em Manaus e no Amazonas, tais como o atual modelo de atendimento nessa área, ainda baseado no padrão manicomial; a falta de preparo das pessoas prestadoras desse serviço; a Lei 10216/2001, que versa sobre a Reforma Psiquiátrica; a necessidade de instalação de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e de Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT); e a iminente transferência da sede do Eduardo Ribeiro para o bairro de Santa Etelvina, com implicações tanto para os residentes quanto para a população local, que não aceita a mudança.
Sobre os CAPS
Os CAPS são divididos em três tipos: o CAPS 1, para população até 30 mil habitantes e com repasse de 20 mil reais; o CAPS 2, para uma total de até 70 mil habitantes e com repasse de 30 mil reais; e o tipo 3, com orçamento de 50 mil reais, para locais com mais de 70 mil pessoas e com funcionamento 24 horas.
Eles recebem recursos do Ministério da Saúde. Somente a cidade de Manaus deveria ter 9 desses Centros, que faz referência à quantidade total da população. No entanto, somente há 3 deles em toda a cidade, funcionando até as 18 horas.