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Audiência pública realizada por Governo do AM debate sobre obra de Anel Viário Leste

Após a apresentação das condições gerais da primeira etapa do projeto de implantação, a plateia pôde questionar ou tirar dúvidas de forma direta

Secretária estadual de infraestrutura disse que relatório da audiência pública deverá ficar pronto dentro de 15 dias

Secretária estadual de infraestrutura disse que relatório da audiência pública deverá ficar pronto dentro de 15 dias (Divulgação)

Dúvidas sobre indenizações e desapropriações lideraram a audiência pública promovida pelo Governo do Estado para apresentar os projetos de construção do Anel Viário Leste, ligando a Reserva Adolpho Ducke ao Distrito Industrial 2, e do Anel Sul, que estende a estrada do Tarumã até a avenida Santos Dumont. A apresentação aconteceu no auditório do Centro de Convivência da Família Padre Pedro Vignola, na Cidade Nova, Zona Norte, e teve a participação de mais de 150 pessoas.

Após a apresentação das condições gerais da primeira etapa do projeto de implantação, feita pela secretária estadual de Infraestrutura, Valdívia Alencar e pelo projetista José Laghi, a plateia pôde questionar ou tirar dúvidas de forma direta. Foi dispensada a exigência de participação por escrito. Mesmo assim, a audiência girou mais em torno de esclarecimentos do que questionamentos, até porque a questão ambiental, assunto que gera mais polêmica, só entra na pauta das próximas audiências.

As obras do anel viário sul somam 8,3 quilômetros de vias que interligarão a Zona Oeste à Zona Norte. O anel viário leste terá 17,6 quilômetros de ligação da Zona Norte com a Zona Leste da capital. O resultado da audiência será encaminhado no prazo de 15 dias para a Comissão Geral de Licitação para início do processo licitatório. Após os trâmites legais, a expectativa é que as obras iniciem em meados do mês de abril.

Segundo levantamento preliminar realizado pela Seinfra, as duas obras interferem em 70 imóveis, entre terrenos e propriedades particulares. A Superintendência Estadual de Habitação (Suhab) está com equipes trabalhando no levantamento e cadastro das famílias moradores desses imóveis. A questão da desapropriação vai seguir os parâmetros legais adotados nas demais obras do Estado.