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Barco tem problema mecânico e passageiros ficam isolados por mais de 15 horas em rio no AM

A viagem saiu do município de Manicoré, passou por Novo Aripuanã, e encalhou no Rio Madeira. Após socorro chegar, outra pane ocasionou mais transtorno. Ao todo, a viagem teve 18 horas de atraso

isolamento

O barco deveria chegar no porto de Manaus às 4h desta terça (22), mas só chegou às 22h, com 18 horas de atraso (Divulgação)

Cerca de 90 passageiros do barco “Cruzeiro do Amazonas”, vindo do município de Manicoré para Manaus, a 332 quilômetros da capital, ficaram aproximadamente 15 horas isolados em rios do Amazonas após a embarcação sofrer duas panes mecânicas durante esta terça-feira (22). A viagem tinha previsão de encerrar às 4h, mas o barco só chegou a Manaus às 22h, com 18 horas de atraso.

“Quando estávamos no Rio Madeira, por volta de 1h da manhã, o barco pregou. Já tinha tido um problema no motor e ficamos horas esperando outro barco passar. Tentaram ligar pedindo ajuda, mas não conseguiram. Só quando deu duas da tarde que vieram tirar a gente daqui”, afirmou o gerente comercial Diego Lima dos Santos, 28, que estava acompanhado da esposa e de mais sete amigos.


“A comida estava programada até o jantar de ontem (segunda), e a gente ficou sem comida desde então. Tivemos que comprar frutas do pessoal que estava trazendo para Manaus. Nem água tinha”, explicou Diego. Segundo ele, parte dos passageiros embarcou no “Cruzeiro” na cidade de Manicoré, mas a maioria tomou viagem em Novo Aripuanã, a 227 quilômetros da capital – os dois municípios são banhados pelo Rio Madeira.

Às 14h desta terça, outra embarcação da mesma companhia de viagens, o “Antônio Alecrim”, chegou ao local onde o “Cruzeiro” estava encalhado e iniciou o reboque do barco. Durante a viagem, já no Rio Amazonas, os passageiros tiveram outra surpresa: o barco “Antônio Alecrim” também teve pane mecânica e ficou parado das 15h30 às 18h. “Só conseguiram ajeitar às seis da tarde”, explicou gerente comercial.

“O barco quase ia tombando. Estávamos encalhados em um banco de areia (segunda pane) e parece que eles tiveram que tirar o motor do barco do ‘Cruzeiro’ para colocarem no ‘Antônio’”, afirmou Diego. Segundo ele, uma senhora de 60 anos e uma criança de 4 passaram mal durante o isolamento no meio da Amazônia e tiveram que ser levados às pressas para Manaus em uma pequena lancha.


Em velocidade lenta, devido ao peso das duas embarcações, a viagem foi interrompida por uma equipe da Capitania dos Portos, já no Rio Negro, afluente de Manaus, próximo ao porto da Ceasa. Os barcos foram fiscalizados e nenhuma irregularidade foi encontrada. Desde lá, a Capitania acompanhou os dois barcos até o porto da Manaus Moderna, quando a viagem “problema” terminou, às 22h desta terça.

A viagem de Manicoré para Manaus dura cerca 30h. “Embarcamos 21h de domingo e éramos para chegar às 4h dessa terça”, lamentou Diego. O custo da passagem no “Cruzeiro do Amazonas” foi de R$ 50. O barco, de três andares, tinha quatro botes e, “aparentemente”, tinha coletes salva-vidas para todos. A tenente Elizandra, da Capitania, infirmou que o barco não foi autuado, e o dono esclarecerá as causas da pane nesta quarta (23).