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Falta de alimentos, água e energia atinge Boca do Acre (AM) após decreto de Estado de Calamidade

Mais 15 municípios do Amazonas estão em situação de emergência: Guajará, Ipixuna, Envira, Humaitá, Lábrea, Pauini, Apuí, Canutama, Manicoré, Novo Aripuanã, Borba, Novo Olinda do Norte, Tapauá, Itamarati e Autazes

A cheia do rio Acre já afeta o município amazonense de Boca do Acre

Além do desabastecimento de produtos e serviços essenciais, a população também sofre com o fenômeno do desbarrancamento (Divulgação/Defesa Civil)

Apesar das águas do rio Purus já estarem baixando, com o início da vazante, o município de Boca do Acre (a 1.028 quilômetros de Manaus) teve o decreto Estado de Calamidade homologado nesta sexta (2) pelo Governo do Estado, por conta dos efeitos do isolamento no município, que sofre com o desabastecimento de alimentos, água e energia elétrica.

O coronel Roberto Rocha, titular do Subcomando de Ações de Proteção e Defesa Civil do Amazonas (Subcomadec), disse ainda que o município agora, após a vazante, passa a enfrentar outro problema, que é o dos desbarrancamentos.

Atualmente, além de Boca do Acre, o município de Humaitá (a 600 quilômetros) também teve decretado o Estado de Calamidade. Além de ajuda financeira, os municípios receberam doações de cestas com alimentos básicos, já que esse era um dos principais problemas enfrentados.

Outros 15 estão em situação de emergência, que são Guajará, Ipixuna, Envira, Humaitá, Lábrea, Pauini, Apuí, Canutama, Manicoré, Novo Aripuanã, Borba, Novo Olinda do Norte, Tapauá, Itamarati e Autazes.

Dificuldades

No total contabilizado pela Defesa Civil, mais de 29,8 mil pessoas estão afetadas pela cheia dos rios no Amazonas. Com isso, ele explica que há uma inflação causa pelo racionamento dos produtos, já que há maior dificuldade de abastecimento. Outro prejuízo acontece em relação às escolas, já que muitas têm as aulas interrompidas para abrigarem famílias,

De acordo com o coronel, todos esses municípios receberam apoio financeiro, por meio de convênios junto à Defesa Civil do Estado, totalizando mais de R$ 3.2 milhões de recursos destinados para ações de prevenções, socorro e assistência por conta da emergência.

Para o município de Humaitá foi disponibilizada uma estação de tratamento de água móvel, produto cedido pelo Exército que recebeu o equipamento de consignação pela empresa H2Life e está atendendo a população e abastecendo os alojamentos com água potável.

Houve também a distribuição de 250 coletes salva-vidas para prevenir acidentes com vítimas em embarcações ribeirinhas, além da orientação às populações que moram em área de risco para buscar um local seguro: casas de amigos, parentes e abrigos.

Diferentes calhas

Na região do Alto Solimões, os municípios estão em estado de atenção e alerta, já no Baixo Amazonas, há a expectativa de que a cheia venha superar a histórica registrada em 2009, mas isso só deverá ser confirmado em junho próximo.