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Boca do Acre é o primeiro município do Amazonas a decretar Estado de Emergência

Cheia já atingiu 763 famílias de diversos bairros da cidade, que tiveram que ser transferidas para escolas e ginásios municipais

Moradores deixam suas casas por causa da enchente em Boca do Acre

Moradores deixam suas casas por causa da enchente em Boca do Acre (Divulgação/ Assessoria)

O município de Boca do Acre (distante 1.027 quilômetros de Manaus em linha reta) é o primeiro do Amazonas a decretar Estado de Emergência em 2014 por conta da subida dos rios.

O anúncio publicado na manhã desta segunda-feira (10) também foi acompanhado pelo alerta de cheia emitido pela Associação Amazonense de Municípios (AAM) para as demais cidades da região do Rio Purus – Pauini, Lábrea, Canutama e Tapauá – que somente no último final de semana registrou elevação de 24 centímetros, atingindo 19 metros além de sua cota máxima.

De acordo com o prefeito de Boca do Acre e presidente da AAM, Iran Lima, 763 famílias dos bairros Antônio Jorge, Maria Leopoldina e das comunidades Rua Nova e parte da Praia do Gado foram transferidas para escolas e ginásios municipais, que tiveram as aulas suspensas.

Também na manhã desta segunda-feira, um desmoronamento provocado pela infiltração da chuva provocou o rompimento da principal tubulação de água de parte da cidade, deixando mais de cinco mil pessoas sem abastecimento regular e a principal via terrestre de ligação do município com a capital do Acre (BR-317) está prestes a ser fechada para o tráfego.

Segundo Iran Lima, a Associação Amazonense de Municípios já está fazendo o monitoramento diário junto aos órgãos públicos e a Defesa Civil das cidades e do Estado para prestar a assessoria técnica e o auxílio jurídico diretamente às prefeituras do interior. A previsão da entidade é que nas próximas semanas, novos municípios do Purús também decretem Estado de Emergência.

“Quanto mais rápido estas medidas forem tomadas, mais rápido chegará o apoio e assistência para a população atingida pela cheia. O que não podemos é deixar que estas pessoas fiquem sem abrigo ou atendimento mais”, explicou Lima.

*Com informações da assessoria