Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

'Bolsa Família' evitaria cobrança de pedágio dos índios Tenharim na Transamazônica, diz governo

Forças de segurança e governo se reuniram em Humaitá para discutir conflito na região. Moradores e índios estão em clima de guerra desde dezembro, quando três homens desapareceram dentro da reserva Tenharim

assistência, governo federal, programa, bolsa família

(Reprodução/Internet)

O grupo de trabalho formado para solucionar o impasse entre índios da reserva Tenharim e moradores de Humaitá (a 675 quilômetros de Manaus) vai propor à Presidência da República que os indígenas recebam recursos do programa Bolsa Família para evitar que eles voltem a cobrar de pedágio nas rodovias que cortam a reserva, como a BR-230, a rodovia Transamazônica.

A cobrança da taxa e o desaparecimento de três homens, há 26 dias, quando cruzavam a reserva, são as principais causas do conflito instalado na região. Os moradores de Humaitá, que atearam fogo na sede da Fundação Nacional do Índio (Funai) e em pontos de cobrança de pedágio, acusam os indígenas de serem os responsáveis pelos desaparecimentos, em represália à morte de um cacique.

“Há o sentimento de que temos que encontrar uma solução para que os indígenas tenham recursos necessários para a sua manutenção. É exatamente isso [Bolsa Família] que estamos sugerindo”, disse o vice-governador do Amazonas, José Melo. Ele acrescentou que a Funai, a Polícia Rodoviária e a Polícia Federal atuarão nas rodovias que cruzam as aldeias para não permitir que os índios voltem a cobrar pedágio.

Apesar de os índios estarem reconstruindo os pontos de cobrança de pedágio, o comandante militar da Amazônia, general Villas Bôas, ressaltou que não será mais permitida a cobrança. Caso os Tenharim insistam, frisou Villas Bôas, serão adotadas “ações legais previstas na legislação”.

O grupo de trabalho estabeleceu como prioridade o envio de medicamentos e alimentos para as aldeias indígenas. O grupo é formado por Exército, Força Nacional de Segurança, as polícias Federal, Rodoviária Federal e a Militar, além de representantes dos governos federal, estadual e municipal.

Na reunião deste domingo (12), também foi avaliada a possibilidade de compensação financeira às famílias dos desaparecidos caso sejam confirmadas as mortes. Representantes do grupo farão, ainda neste domingo, uma reunião com os índios Tenharim. O objetivo é informar as lideranças indígenas sobre as ações adotadas para acabar com o conflito.