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Brasil teve o pior desempenho econômico entre os países do G20 no terceiro trimestre de 2013

O PIB brasileiro caiu 0,5% no terceiro trimestre deste ano comparado ao mesmo período anterior

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Os dados foram publicados em relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) (Reprodução/Internet)

O Brasil teve o pior desempenho econômico no terceiro trimestre este ano, entre os países membros do G20 (principais economias do mundo). A informação consta do relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado nesta quinta-feira (12).

No Brasil, o Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, caiu 0,5% no terceiro trimestre deste ano, em relação ao trimestre anterior. 

A OCDE destacou que essa foi a primeira contração desde o primeiro trimestre de 2009. Para a organização, esse resultado pode ser explicado em parte como reflexo do “notável” crescimento de 1,8% no segundo trimestre.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, já havia admitido, no último dia 3, que o Brasil teve o pior desempenho entre os países do G20 e do Brics (Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul), no terceiro trimestre.

O ministro argumentou, entretanto, que os números revisados do PIB do segundo trimestre indicam resultado inverso, com a economia brasileira tendo crescimento maior que a dos integrantes dos dois blocos. 

Entre os países do G20, a França também apresentou queda (0,1%). A China registrou o maior crescimento, com 2,2%, seguida pela Índia, onde o PIB cresceu 1,9%. Nos Estados Unidos, no Reino Unido e Canadá, a expansão do PIB ficou em 0,9%, 0,8% e 0,7%, respectivamente. No México, o crescimento foi 0,8%, enquanto na Itália houve estabilidade. 

O PIB de todos os países membros do G-20 totalizou 0,9%, no terceiro trimestre, depois da expansão  de 0,8% no segundo trimestre. 

Competitividade

Pesquisa encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que o Brasil ocupa a penúltima posição em um ranking de competitividade entre 15 países com características socioeconômicas semelhantes. O país está à frente apenas da Argentina.

A posição brasileira é a mesma verificada no relatório divulgado em 2012. A variação de 13° para 14° se deve à inclusão da Turquia no levantamento. O país que lidera a lista continua sendo o Canadá.

O estudo Competitividade Brasil 2013 adota como critério de competitividade oito fatores. Em cinco deles o Brasil ocupou posições no terço inferior (entre o 11° e 15° lugar); e nos três restantes, ocupou o terço intermediário (entre o sexto e décimo lugar).

Além do Brasil, o estudo avaliou África do Sul, Argentina, Austrália, Canadá, Chile, China, Espanha, Colômbia, Coreia do Sul, Índia, México, Polônia, Rússia e Turquia.

A pior situação, segundo o estudo, é a que avalia o peso dos tributos. Neste quesito, o Brasil aparece como 14° colocado – mesma posição que ocupa no item que avalia disponibilidade e custo de capital.

Nos quesitos infraestrutura e logística e ambiente microeconômico, o Brasil está em 13°; no relativo a ambiente macroeconômico, em 10°; em educação, está em nono. Em tecnologia e inovação, ocupa o oitavo; e no relativo à disponibilidade e custo de mão de obra, o país ficou em sétimo.

Na comparação com o estudo de 2012, o Brasil subiu posições em dois aspectos: disponibilidade e custo de capital, passando de último para penúltimo colocado; e ambiente macroeconômico, item no qual o país passou da última colocação para a décima.

De acordo com o gerente executivo de Pesquisa da CNI, Renato da Fonseca, a melhora na disponibilidade de custo de capital se deve à queda da taxa básica de juros. “O problema é que [mais recentemente] essa taxa voltou a crescer”, disse. Já a melhora do ambiente macroeconômico se deve principalmente à desvalorização cambial.

Por outro lado, perdeu posições em três aspectos avaliados: disponibilidade e custo de mão de obra, de quarto para sétimo; infraestrutura e logística, de 12° para 13°; e tecnologia e inovação, item no qual o Brasil perdeu uma posição para a Índia, passando de sétimo para oitavo no ranking.

“É bom reiterar que algumas dessas posições foram perdidas devido à inclusão da Turquia na pesquisa referente a 2013”, disse Renato Fonseca.
Para o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Eduardo Abijaodi, apesar das posições desfavoráveis, o cenário futuro deve apresentar melhoras devido aos investimentos que têm sido feitos em infraestrutura, especialmente as concessões no setor.

Para a expectativa é de “ganhos de produtividade na área de infraestrutura”. Mas para isso, acrescenta, será necessário que tanto o atual governo como o próximo “joguem tudo” nessa área.

“A conclusão dos marcos regulatórios é algo positivo. Na nossa percepção, apesar de todas as dificuldades no processo das concessões, alguma solução pragmática está ocorrendo ao longo do tempo", disse Abijaodi.

"Isso está realmente se verificando. Nossas empresas veem melhorias, por exemplo, no escoamento de aeroportos [já concedidos]. Com isso, o transporte aéreo certamente será melhor avaliado [nos próximos estudos], bem como as rodovias. Já as ferrovias ainda estão sob discussão”, finalizou Abijaodi.