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Brasil é 8º no ranking mundial de analfabetismo entre adultos

Dados da Unesco revelam multidão de iletrados; situação reflete prioridade econômica do país, segundo amazonense

Por conta do horário de verão, os estudantes que irão fazer a prova do ENEM deverão estar na sala às 10h

No Estado, a taxa de analfabetismo reduziu para 9,6%; Seduc atribui fato ao programa ‘Amazonas Alfabetizado’ (Michael Dantas/ Arquivo AC)

Os dados mostram a inexistência de uma política de cultural para o País e ineficiência dos investimentos em Educação. A afirmativa é do professor doutor Renan Freitas Pinto, 70, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), ao avaliar os dados do 11° Relatório de Monitoramento Global de Educação para Todos, da Unesco, apontando o Brasil em 8° lugar entre 150 países com maior número de analfabetos adultos. Para Renan, enquanto o País se esforça para se desenvolver em termos de consumo, não faz o mesmo para no sentido de formar indivíduos autônomos cultural e intelectualmente.

Pelos dados da Unesco, confirmados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) feita pelo IBGE em 2012, a taxa de analfabetismo de pessoas de 15 anos ou mais foi estimada em 8,7%, o que correspondia a 13,2 milhões de analfabetos no País. As mulheres seriam maioria entre esses. Para a Unesco, o problema do analfabetismo está relacionado com a má qualidade da educação, a falta de atrativos nas aulas e de treinamento adequado para os professores. No Brasil, por exemplo, atualmente, menos de 10% dos professores estariam fazendo cursos de formação custeados pelo governo federal, segundo dados do Ministério da Educação (MEC).

Exemplos
Ao buscar exemplos de países na própria América Latina, Renan cita o exemplo dos que estão mesma posição econômica, como a Argentina, onde o número de livrarias é superior às do Brasil, o que significa, para nós, menor acesso aos bens culturais. Há, segundo ele, uma dissonância entre os dados do avanço econômico do País com esse retrocesso e atraso cultural. Ele lembra que os investimentos nas áreas de Educação e Cultura cresceram, mas não o suficiente para cobrir um déficit que vem de longe, de um país que foi e continua sendo colônia. “Enquanto não proclamamos a independência política, mas continuarmos subordinados e ainda por cima atrasados, esse quadro não vai mudar”, disse.

Para o professor, o remédio é investimento do setor público em Educação até que as pessoas possam querer, em vez de comprar o último lançamento de automóvel e telefone queiram investir em formação pessoal, já que esse tipo de consumo não melhora a vida delas.

Ao propor a redução do preço dos livros e a implantação de uma rede de bibliotecas públicas e projetos para a construção de uma nação, como fizeram países como o Japão e a Coreia, por exemplo, Renan diz que esses seriam os caminhos mais do que necessários para mudar essa triste e lamentável realidade.