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Denúncias de exploração sexual em Maués e Autazes serão investigadas por CPI da Pedofilia

Apuração de casos de municípios além de Coari foi uma recomendação dada pelas deputadas Érika Kokay e Líliam Sá, da CPI da Câmara Federal, aos parlamentares Abdala Fraxe e Luiz Castro, da CPI da Pedofilia da ALEAM

Deputado Abdala Fraxe, a relatora da CPI da Câmara Lilian de Sá e o deputado Luiz Castro

Deputado Abdala Fraxe, a relatora da CPI da Câmara Lilian de Sá e o deputado Luiz Castro (Roque de Sá/Agência Tempo)

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara dos Deputados, que investiga a exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil, recomendou aos membros da CPI da Pedofilia da Assembleia Legislativa do Amazonas que aprofundem nas denúncias desses crimes nos municípios em que a comissão nacional não conseguiu concluir, especialmente em Maués e Autazes.

A recomendação foi feita pela presidente da CPI, deputada Érika Kokay (PT-DF), e pela relatora, deputada Líliam Sá (Pros-RJ), aos deputados estaduais Abdala Fraxe (PTN), Luiz Castro (PPS) e Ricardo Nicolau (PSD), presidente e membros da CPI da ALE-AM, respectivamente, em Brasília. Segundo as deputadas, em Maués (a 267 quilômetros de Manaus) e Autazes (a 118 quilômetros da capital) acontece exploração sexual de meninas por meio da pesca esportiva

Relatório

“Como tivemos que apressar os trabalhos da CPI da Câmara, por conta das eleições, vamos apresentar o relatório no dia 6 de junho. Provavelmente, ainda iremos ao Amazonas para fechar alguns depoimentos e recolher mais provas, assim como poderemos realizar uma audiência conjunta das duas comissões”, explicou Lílian Sá. 

O presidente da CPI amazonense, Abdala Fraxe, disse que a viagem a Brasília teve o objetivo de buscar subsídios das denúncias e investigações que a comissão nacional realizou no Estado. Abdala Fraxe adiantou que serão analisadas e apuradas as denúncias não somente de Maués e Autazes, mas dos 62 municípios.

Com relação aos casos do prefeito afastado de Coari, Adail Pinheiro (preso desde 8 de fevereiro, acusado de comandar um esquema de exploração sexual em Coari), e do deputado Fausto Souza, indiciado pela Operação Estocolmo, que também trata do mesmo crime, Fraxe disse que esses dois processos já estão na Justiça e prestes a serem julgados.

Devido ao andamento dessas duas denúncias em outras instâncias, Abdala Fraxe afirma que os dois casos não farão parte das investigações da CPI recém criada na Assembleia Legislativa. “O que a CPI da Câmara dos Deputados não investigou, nós vamos apurar e aprofundar”, declarou o presidente.

Primeira audiência

O presidente da CPI da Pedofilia da ALE-AM recebe nesta quarta (30), às 15h, os dois primeiros convidados: a titular da Delegacia da Infância e da Juventude, Linda Glaúcia, e um agente da Polícia Federal. Eles vão fazer um raio-X da situação de exploração sexual de crianças e adolescentes e de pedofilia no Amazonas. A comissão tem 120 dias para apurar os fatos, mas deverá ser suspensa entre agosto, setembro e outubro, no período eleitoral.