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Candidatos a governo descartam realização de comícios

Há muito tempo tido como umas das principais festas de uma campanha, as grandes reuniões públicas perderam sua força

Comício no Centro de Manaus com a presença de Fernando Henrique Cardoso

Comício no Centro de Manaus com a presença de Fernando Henrique Cardoso (Euzivaldo Queiroz/ Arquivo)

No ano em que se comemorou os 30 anos dos grandes comícios no País, como os da campanha “Diretas Já”, cinco dos sete candidatos ao governo veem eventos dessa natureza como superados em uma campanha eleitoral. Alguns afirmam até que não vão realizar comícios.

O candidato do PSB, deputado estadual Marcelo Ramos, diz que os comícios não cabem mais na política moderna, pois negam o diálogo entre candidato e eleitor. “Não farei comício porque a política tem que ser um espaço de diálogo. A política moderna deve criar ferramentas modernas de diálogo. E segundo porque, nos últimos anos, não vi um comício em que o público não fosse formado apenas por cabos eleitorais dos candidatos. Não tem eleitor comum que vá para comício”, afirma o deputado.

Ramos disse que o contato dele e de seus apoiadores de campanha, Eduardo Campos e Marina Silva, com o eleitor de Manaus será por meio de reuniões e caminhadas. “Nós vamos fazer reuniões e caminhadas. Podemos até fazer reunião ampla, grande, mas que sejam espaços de diálogos”, declarou o candidato do PSB.

Luiz Navarro, candidato do PCB ao Governo do Amazonas, disse ter a mesma opinião de Marcelo Ramos. “Logo após o restabelecimento da democracia, com a queda da ditadura. O povo ainda saia de suas casas para participar dos comícios. Hoje, dificilmente você consegue reunir eleitores de fato interessados em ouvir propostas dos candidatos”, comentou Navarro.  

Eleito governador em 1998, Amazonino Mendes fez comício da vitória em Manacapuru

Navarro declarou que mesmo se tivesse recurso, não apostaria em comício nessa campanha. “Usaria outros meios. Também acho que o comício está ultrapassado. Acho muito mais importante a caminhada, o aperto de mão, o diálogo direto com o eleitor. Acredito que a mídia televisiva concentre muito mais pessoas ouvindo você do que em um comício”, defendeu o candidato do PCB.

O ex-deputado estadual e candidato do Psol ao governo, Abel Alves, disse que uma das razões que enfraqueceram os comícios é o descrédito da população com a classe política, ao ponto dos cidadãos preferirem assistir à novela das 20h do que sair de casa para ver um comício.

 “Geralmente, os comícios são às 20h. Às 20h tem novela, aí poucos vão. Segundo: há um descrédito muito grande nos políticos por causa das promessas que não são cumpridas. Terceiro: só vai para comício quem tem condução. Aí você tem que colocar transporte à disposição”, comentou Abel.

Segundo o ex-deputado, fazer comício só vale a pena ainda no interior. Ele diz que vai fazer dois em Tefé, município onde nasceu. “No interior ainda é uma coisa que se faz. Porque as pessoas querem saber quem é o candidato. Mas no futuro vai ser uma coisa ultrapassada. Porque hoje você entra na casa do cidadão com a Internet, com a televisão. O que fizemos sempre é fazer uma caminhada e no final fazer o comício. É isso o que vamos fazer”, disse candidato a governo do Psol.

Depende do lugar

O deputado estadual Marco Antônio Chico Preto, candidato do PMN ao governo, disse que comício não é um evento que pode ser realizado em todas as cidades. “Tem situações que valem a pena. Mas, às vezes, se dividir em três ou dois encontros menores, você tem um resultado melhor de compreensão da mensagem. É muito difícil fazer eventos iguais aos de 20, 30 anos atrás. Porque antes os comícios tinham uma série de outros apelos”, disse o candidato. O parlamentar afirmou que não descarta fazer comício na sua campanha. Mas a decisão será tomada ao longo da caminhada.

A CRÍTICA tentou contato com o candidato Herbert Amazonas (PSTU), mas ele não atendeu ao 81xx-xx29.