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Caprichoso aguarda mais de R$ 2 milhões de patrocinadores para pagar funcionários

Atraso nos salários causou protesto e ameaça de queima de alegorias nesta terça (15); valor é correspondente à cota dos patrocinadores do Festival Folclórico

Fogueira simbólica dos funcionários do Caprichoso marcou protesto por pagamento de salários

Fogueira simbólica dos funcionários do Caprichoso marcou protesto por pagamento de salários na terça-feira (Thaís Oliveira/Divulgação)

Após o protesto ocorrido em Parintins nesta terça-feira (15), quando funcionários da Associação Folclórica Boi-Bumbá Caprichoso ameaçaram queimar as alegorias usadas no Festival desse ano, a diretoria do boi tornou público o atraso no recebimento da cota de 30% dos patrocinadores do Festival, o que prejudicou o pagamento dos salários e motivou toda a confusão.

Orçada em R$ 973 mil, a folha de pagamento da última parcela dos contratos regulares e terceirizados da agremiação depende, segundo a diretoria do Caprichoso, de recursos de patrocinadores correspondentes a R$ 510 mil da Secretaria de Estado da Cultura (SEC), R$ 369 mil da Coca-Cola, R$ 329 mil da Ambev, R$ 230 mil dos Correios, R$ 270 mil da Eletrobrás, R$ 320 mil da Petrobrás, R$ 249 mil da Vivo e R$ 270 mil da Samsung.

O presidente do bumbá azul, Joilto Azêdo, enfatizou que todos os paikicés do bumbá (como são chamados os empurradores de alegoria) foram pagos no dia 2 de julho. Alegando o não-cumprimento por parte da diretoria anterior de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado em 2012 pelos bois, o Ministério Público do Trabalho (MPT) da 11ª Região exigiu a folha de pagamento de abril a maio para liberar os recursos da SEC e da Coca-Cola, que caíram desde o dia 6.

A diretoria do Caprichoso informou ainda que o repasse da Vivo era previsto para dia 7, o da Ambev, para o dia 13, e o dos Correios, para o dia 14. Os valores devidos pela Eletrobrás e a Petrobrás devem sair em agosto.

“Trabalhamos em cima da previsão de liberação desde o dia 6 de julho, mas os recursos ainda não foram depositados na conta do boi. Os trabalhadores têm direito de reivindicar os pagamentos, mas sem ser de forma agressiva”, concluiu Joilto Azêdo.

Trabalhadores do Garantido foram ‘às vias de fato’

Pelo mesmo motivo de atraso nos pagamentos, trabalhadores do Boi Garantido, especialmente os kaçauerés (nome dado aos empurradores de alegorias da agremiação) foram além da ameaça e queimaram as alegorias usadas no Festival Folclórico no mês passado, decisivas na conquista do bicampeonato pelo boi. O MPT decidiu reter 20% da cota dos patrocinadores até que a situação seja sanada pela diretoria da associação.

*Com informações da assessoria de comunicação da Associação Folclórica Boi-bumbá Caprichoso