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Cesta básica em Manaus mantém tendência de alta em junho, segundo o DIEESE

Análise divulgada pelo órgão nesta segunda (7) mostra que a capital amazonense também possui uma das cestas básicas mais caras do país, ficando em 7º lugar entre as 18 capitais pesquisadas

Estudo também mostrou que, para arcar com as despesas básicas de uma família brasileira, como moradia, transporte e alimentação, o salário mínimo deveria ser de R$ 2.979,25

Estudo também mostrou que, para arcar com as despesas básicas de uma família brasileira, como moradia, transporte e alimentação, o salário mínimo deveria ser de R$ 2.979,25 (Reprodução/Internet)

No mês de junho, o custo da cesta básica de Manaus apresentou alta em comparação com o mês anterior ficando em R$ 332,15 de acordo com pesquisa realizada pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). A alta do valor da cesta mantém a capital amazonense como uma das mais caras, ocupando no mês de junho a 7° colocação dentre as 18 capitais onde é realizada a Pesquisa Nacional da Cesta Básica.

Poder de compra do salário mínimo em Manaus diminui

Comparativamente com maio de 2014 um trabalhador que ganha um salário mínimo em Manaus comprometeu, em junho, 49,87% de seu rendimento líquido - R$ 666,08 após o desconto de 8% referente à contribuição previdenciária - com a aquisição dos alimentos básicos. Em maio o comprometimento foi de 47,01%. Este mesmo trabalhador precisou trabalhar 100 horas e 56 minutos para comprar a cesta básica em junho. Em maio a jornada exigida era de 95 horas e 09 minutos. Em junho, para comprar os gêneros alimentícios essenciais, o trabalhador remunerado pelo salário mínimo precisou realizar, na média das 18 capitais pesquisadas, jornada de 96 horas e 00 minutos, tempo inferior às 96 horas e 51 minutos registradas em maio. Em relação a junho de 2013, a jornada comprometida foi maior, já que naquele mês eram necessárias 97 horas e 22 minutos.

A alimentação básica de uma família manauara custa R$ 996,45

O custo da cesta básica para o sustento de uma família de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças, sendo que estas consomem o equivalente a um adulto) foi de R$ 996,45 durante o mês de junho. Esse valor equivale a aproximadamente 1,38 vezes o salário mínimo bruto, fixado pelo governo federal em R$ 724,00. No mês anterior, o custo da cesta básica para esta mesma família foi de R$ 939,36.

Salário mínimo necessário seria de R$ 2.979,25

Com base no custo apurado para a cesta de São Paulo e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em junho deste ano, o salário necessário para a família deveria ser de R$ 2.979,25, ou seja, 4,11 vezes o mínimo em vigor, de R$ 724,00. Em maio, o mínimo necessário era maior, equivalendo a R$ 3.079,31, ou 4,25 vezes o piso vigente. Em junho de 2013, o valor necessário para atender às despesas de uma família era menor, R$ 2.860,21, porém o valor em relação ao salário mínimo foi maior: equivalia a 4,22 vezes o mínimo de então (R$ 678,00).

Comportamento dos preços em manaus

Na capital amazonense, a cesta básica custou, em junho, R$ 332,15. Oito produtos apresentaram alta, quatro reduziram seus preços no mês analisado, influenciando o custo total da mesma que ficou 6,08% mais cara no mês. O tomate (19,65%) foi o produto que apresentou maior alta no mês seguido da banana (10,8%), do leite (5,5%), do açúcar (3,55%), da manteiga (2,50%), da carne (2,42%), do óleo (1,67%), e do pão (0,56%). O feijão (-3,99%) foi o produto que apresentou a maior redução no mês seguido, da farinha (- 3,29%), do café (-0,74%), e do arroz (-0,46%).

O tomate foi o produto que apresentou maior alta no mês analisado. Houve problemas de produtividade nas safras de inverno – em Araguari (MG), Mogi Guaçu e de Sumaré (SP), devido a pragas, o que comprometeu a oferta de tomate e pressionou o preço em algumas capitais. Nos últimos 12 meses o preço do tomate apresenta variação de (28,36%).

A banana foi o segundo produto com maior alta no mês de junho, a capital amazonense apresentou o segundo maior aumento das 7 capitais que apresentaram aumento no preço da banana. Perdas na produção de banana devido a cheia dos rios vêm afetando seu preço no mercado de Manaus com alta de (10,8%) em relação ao mês anterior.

O leite, o período de entressafra do leite explica a diminuição da oferta do bem e aumento de preço, apesar do desaquecimento da demanda, principalmente da indústria de derivados, pelas altas cotações do leite. No ano o produto apresenta variação de (5,5%) e nos últimos 12 meses variou (5,14%).

A carne, os motivos que explicam o comportamento altista do preço da carne bovina de primeira são a oferta restrita de boi devido à estiagem do início do ano e o bom desempenho da exportação da carne. No ano apresenta variação de (5,08%).

O açúcar, segundo relatórios da Única, dados de produção apontam por uma safra mais alcooleira, a produção quinzenal no produto apresenta uma redução de 8,41% em relação ao mesmo período de 2013. Nos 12 meses apresenta variação de (20,71%).

A manteiga o valor da manteiga é impactado pelas elevações do preço do principal insumo, o leite, que se encontra em período de entressafra e apresentou aumentos expressivos nos meses anteriores. Na análise dos últimos 12 meses apresenta variação de (11,97%).

A farinha apesar das chuvas reduzirem a oferta da raiz de mandioca, principal insumo da farinha, os preços vinham apresentando reduções e o ritmo de moagem seguiu lento, devido as baixas cotações da farinha no varejo. No ano apresenta redução de (16,44%) e na análise dos 12 meses apresenta redução de (-29,95%).

O feijão foi o produto com a maior redução no mês de junho, a oferta expressiva do grão explica a redução dos preços do bem. No ano apresenta variação de (-15,92%) e nos últimos 12 meses, também, apresenta redução de (-34,09%).

Preços recuam em 10 capitais

Em junho, os preços do conjunto de bens alimentícios essenciais diminuíram em 10 das 18 capitais onde o DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos - realiza mensalmente a Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos. As maiores quedas foram registradas em Belo Horizonte (-7,33%), Campo Grande (-4,55%), Porto Alegre (-4,00%) e São Paulo (-3,25%). As altas mais expressivas foram observadas no Norte e Nordeste: Manaus (6,08%), João Pessoa (3,43%), Aracaju (2,45%) e Recife (1,53%). Florianópolis foi a única capital do Sul que apresentou aumento no valor da cesta (0,98%).

São Paulo foi a cidade onde se apurou o maior valor para a cesta básica (R$ 354,63) e apresentou a quarta maior variação negativa (-3,25%) em relação a maio. A segunda maior cesta foi observada em Florianópolis (R$ 353,76), seguida por Porto Alegre (R$ 351,36). Os menores valores médios da cesta foram verificados em Aracaju (R$ 247,64), Salvador (R$ 278,97) e João Pessoa (R$ 281,70).

Variações acumuladas

No acumulado dos primeiros seis meses de 2014, as 18 capitais apresentaram alta no valor da cesta básica. As maiores elevações ocorreram em Aracaju (14,24%), Recife (11,92%) e Brasília (11,86%). Os menores aumentos foram verificados em Belo Horizonte (2,43%), Campo Grande (2,62%) e Salvador (5,22%).

Em 12 meses - entre julho de 2013 e junho último, 16 cidades tiveram variações positivas, com destaque para Florianópolis (15,07%), Curitiba (12,84%) e Rio de Janeiro (10,79%). As retrações ocorreram em João Pessoa (-1,32%) e Aracaju (-0,17%).

Confira agora alguns dos dados revelados na pesquisa:

Preço médio, gasto mensal e tempo de trabalho necessário

Manaus – Junho/2014

Produtos e Quantidades1

Preço Médio2

Em R$

Gasto Mensal

Em R$

Tempo de Trabalho Necessário

Carne Bovina (4,5 kg)

17,78

80,01

24h19m

Leite (6 litros)

3,07

18,42

5h36m

Feijão (4,5 kg)

4,33

19,49

5h55m

Arroz (3,6 kg)

2,42

8,71

2h39m

Farinha de mandioca (3 kg)

5,59

16,77

5h06m

Tomate (12 kg)

6,88

82,56

25h05m

Pão francês (6 kg)

7,2

43,2

13h08m

Café em pó (300 gr)

13,47

4,04

1h14m

Banana prata (7,5 dz)

4,31

32,33

9h49m

Açúcar (3 kg)

2,04

6,12

1h52m

Óleo de soja (900 ml)

3,66

3,66

1h07m

Manteiga (750 gr)

22,45

16,84

5h07m

Total

-

332,15

100h56m

Fonte: DIEESE

Notas: 1 Cesta Básica definida pelo Decreto-Lei no 399 de 30 de abril de 1938 para o consumo mensal de uma pessoa adulta.

2 Preço médio mensal por unidade de medida de cada produto.


Variação mensal, no ano e anual

Manaus – Junho/2014

Produtos e Quantidades

Variação mensal

(%)

Variação no ano

(%)

Variação anual

(%)

Variação em 67 meses

(%)

Carne Bovina (4,5 kg)

2,42

5,08

3,31

34,18

Leite (6 litros)

5,5

5,14

10,04

44,13

Feijão (4,5 kg)

-3,99

-15,92

-34,09

-7,06

Arroz (3,6 kg)

-0,46

-2,79

2,11

14,61

Farinha de mandioca (3 kg)

-3,29

-16,44

-29,95

168,75

Tomate (12 kg)

19,65

28,84

28,36

91,64

Pão francês (6 kg)

0,56

4,5

6,04

39,26

Café em pó (300 gr)

-0,74

-0,25

-2,65

25,08

Banana prata (7,5 dz)

10,8

15,88

18,08

94,99

Açúcar (3 kg)

3,55

10,87

20,71

101,98

Óleo de soja (900 ml)

1,67

14,37

8,93

33,09

Manteiga (750 gr)

2,5

6,92

11,97

20,29

Total

6,08

7,94

5,01

50,36

Fonte: DIEESE

Custo e variação da cesta básica em 18 capitais

Brasil – junho de 2014 Capital

Valor da cesta (R$)

Variação mensal (%)

São Paulo

354,63

-3,25

Florianópolis

353,76

0,98

Porto Alegre

351,36

-4,00

Vitória

345,98

-1,92

Rio de Janeiro

343,44

-1,32

Curitiba

332,30

-2,61

Manaus

332,15

6,08

Brasília

324,07

-2,15

Belo Horizonte

319,84

-7,33

Belém

318,46

1,07

Campo Grande

309,09

-4,55

Recife

307,44

1,53

Fortaleza

298,01

-1,99

Goiânia

295,12

-0,56

Natal

292,49

1,18

João Pessoa

281,70

3,43

Salvador

278,97

0,52

Aracaju

247,64

2,45


Continuação

Porcentagem do salário mínimo líquido

Tempo de trabalho

Variação no ano (%)

Variação anual (%)

53,24

107h46m

8,37

4,16

53,11

107h30m

10,78

15,07

52,75

106h46m

6,74

6,74

51,94

105h08m

7,65

9,62

51,56

104h22m

8,85

10,79

49,89

100h59m

10,28

12,84

49,87

100h56m

7,94

5,01

48,65

98h28m

11,86

3,84

48,02

97h11m

2,43

3,68

47,81

96h46m

7,46

3,06

46,40

93h55m

2,62

2,87

46,16

93h25m

11,92

3,63

44,74

90h33m

8,97

1,76

44,31

89h41m

7,45

1,90

43,91

88h53m

7,00

2,74

42,29

85h36m

8,84

-1,32

41,88

84h46m

5,22

7,21

37,18

75h15m

14,24

-0,17


*Com informações do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).