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Cheia do rio Solimões é a terceira maior da história

Nível do rio chegou ontem à cota de 20,21 metros, elevando para 38 mil o número de famílias afetadas em Manacapuru; em Itacoatiara, o nível das águas registrado (15,5 metros) é o maior da história

Cota do rio Solimões atingiu ontem a marca de 20,21 metros. Para andar pelas ruas da cidade, somente em passarelas

Cota do rio Solimões atingiu ontem a marca de 20,21 metros. Para andar pelas ruas da cidade, somente em passarelas (J. Renato Queiroz)

Subiu para 38 mil o número de famílias afetadas pela enchente no Município de Manacapuru (distante 84 quilômetros de Manaus). Nesta sexta (6), o rio Solimões alcançou a cota de 20,21 metros, a terceira maior registrada na história.

Segundo o membro da coordenação da Operação Enchente 2014 no município, Daniel Guedes, algumas escolas estão sem aula e o abastecimento de água e energia está prejudicado nos dez bairros afetados.

Ainda segundo Daniel, foram cadastradas 300 familias no aluguel social e a expectativa é chegar a duas mil familias beneficiadas até o final da enchente. “Os moradores da área urbana são os que mais têm sofrido, porque quem mora na área rural está acostumado a conviver com a enchente”, disse Daniel.

Os moradores da área rural receberam da Defesa Civil kits de limpeza, água e cestas básicas.

De acordo com Daniel, o nível do rio tem subido devagar nos últimos dias, o que pode representar o fim da enchente. “Como tem subido apenas um centímetro por dia e em Tabatinga já começou a baixar, provavelmente aqui também deve acontecer o mesmo em breve”, disse Daniel.

Para a dona de casa Maria Terezinha de Almeida, 56, apesar de a população estar acostumada com a cheia, este ano a situação parece estar sendo pior.

A dona de casa diz que teve a casa alagada no dia 20 de maio e que precisou se mudar porque não havia condições de permanecer na casa. “Nós fizemos maromba, mas a água não parou de subir então a única solução era sair da casa e esperar a água baixar”, disse Maria.

Rio Amazonas

Em Itacoatiara, a 170 quilômetros de Manaus, o rio Amazonas permanece com o nível de 15,5 metros. A marca superou a cheia anterior, de 15,3 metros, registrada em 2012, e que era a maior registrada até então. No município, a cheia afeta mais de 3 mil famílias em 15 bairros, principalmente na zona rural.

De acordo com o secretário-executivo da Defesa Civil do município, Bruno Braga,o atendimento às famílias afetadas continua sendo feito, com a construção de pontes, entrega de alimentos e medicamentos na zona rural de Itacoatiara.

Uma força-tarefa composta por várias secretarias fará um mutirão de saúde na próxima segunda-feira para consultar os moradores e distribuir medicamentos, em parceria com o Governo do Estado.