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China amplia participação no mercado amazonense de exportações comerciais

Vendas para o país asiático cresceram 48,5% neste ano, posicionando o país como 8º maior destino comercial do AM; minérios utilizados em componentes eletrônicos são os principais produtos de exportação

Embarques para a China correspondem a US$ 21 milhões de janeiro a julho

Embarques para a China correspondem a US$ 21 milhões de janeiro a julho (Bruno Kelly)

Embora as exportações para a Argentina – principal cliente do Amazonas – tenham sido prejudicadas pela crise econômica do país vizinho, os laços do comércio exterior do Estado têm se fortalecido com outros países. A China que, até o ano passado era pouco expressiva na contribuição da balança comercial local, ganhou cinco posições e até julho deste ano, já figurava em oitavo lugar entre os dez principais clientes do Amazonas no exterior.

De acordo com os dados da balança comercial divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), as vendas entre janeiro e julho para o país asiático renderam ao Estado US$ 20,98 milhões, um acréscimo de 48,58% em relação ao mesmo período do ano passado (US$ 14,12 milhões).

Mesmo ainda tímido, o valor atual corresponde a 3,60% de tudo o que o Amazonas já exportou nos sete primeiros meses do ano (US$ 581,71 milhões). Em 2013, essa participação foi de 2,36%.

O principal item responsável pelo aumento das exportações para a China, conforme o Mdic, foi o tântalo, minério utilizado na produção de equipamentos pesados. Ele respondeu por US$ 13,73 milhões em vendas. Componentes para telefonia e resíduos de cobre também apareceram na lista dos mais vendidos, com US$ 950,77 mil e US$ 916,70 mil, respectivamente.

Plena expansão

O gerente-executivo do Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Cin/Fieam), Marcela Lima, explicou que o interesse dos chineses pelos recursos minerais do Amazonas é crescente, fator que tem contribuído para o estreitamento das relações internacionais com o Estado.

Segundo ele, a China passa por um processo de renovação em sua política industrial que passa pelo estímulo do mercado consumidor interno. “Para tanto, eles estimulam a produção de itens para serem vendidos no próprio país. No caso desse minério, seu uso vem crescendo em função do aumento da produção automobilística para consumo local”, esclareceu.

A expectativa de Lima é de que esse aumento das vendas para a China represente uma tendência de consolidação de negócios em outras frentes. “Temos o desejo de exportar para a China mais do que commodities e sim produtos como cosméticos e fitoterápicos, uma vez que o PIM já tem um mercado de exportação consolidado”, apostou.

Argentina segue na liderança

Enquanto a China ganha espaço entre os ‘dez mais’ para as exportações amazonenses, a Argentina segue no topo do ranking entre os principais clientes do Estado. Até julho deste ano, os hermanos já adquiriram US$ 150,31 milhões em produtos amazonenses, sendo a maioria, motos de baixa cilindrada.

Mesmo em primeiro lugar, as vendas para o país recuaram 2,89% em relação ao mesmo intervalo de 2013, em parte, devido à crise econômica argentina.

A Venezuela aparece em segundo lugar com US$ 109,67 milhões em compras, seguida da Colômbia com US$ 45,98 milhões. A maior aquisição feita pelos dois países foi em concentrados para a produção de bebidas.

Para o gerente do CIN, Marcelo Lima, a expectativa é de que, a partir do exemplo da China, outros países como Moçambique e Angola, na África, e os Estados Unidos na América do Norte, possam ganhar posições de mais destaque no ranking de clientes do Amazonas, inclusive com mais diversidade nos produtos importados.