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Comandante Militar da Amazônia fala da participação do Exército na segurança da Copa do Mundo

General destaca o uso de cães farejadores vindos da Colômbia e o treinamento de um grupo especializado defesa química, nuclear e bacteriológica para a segurança dos jogos na Arena da Amazônia


General de Exército THEÓPHILO Oliveira é Comandante Militar da Amazônia desde 29 de março

General de Exército THEÓPHILO Oliveira é Comandante Militar da Amazônia desde 29 de março (Evandro Seixas)

Nesta segunda-feira (16), as operações para a Copa do Mundo ganharam um auxílio bom pra cachorro: 14 cães colombianos, especialmente treinados para detectar drogas e explosivos, chegaram para reforçar a segurança dos jogos na Arena da Amazônia. Quem informa é o General de Exército THEÓPHILO Oliveira, Comandante Militar da Amazônia, mais alta autoridade militar da região.

O general carioca, em visita ao JORNAL A CRÍTICA, mencionou com imensa satisfação a integração com que as ações de segurança vêm sendo realizadas no Amazonas. "A combinação dos esforços entre as Forças Armadas e as Polícias Civil e Militar é uma das mais organizadas do País", disse o general.

"De um modo geral, o Estado é bem aparamentado nesse sentido, tanto que foi um dos únicos Estados da Federação que, a princípio, não pediram auxílio do Exército para as ações da Copa, apesar da presidente Dilma ter sugerido. Além do Amazonas, só o Rio Grande do Sul não pediu", enfatizou o comandante, que também é responsável pelos estados de Roraima, Rondônia e Acre.

Segundo a autoridade militar, que assumiu o cargo no último dia 29 de março, o grupo de defesa química, nuclear e bacteriológica, a primeira equipe totalmente a apta a lidar com essas formas de terrorismo em Manaus, foi uma grande adição na segurança da Copa.

"Nem havia previsão de que houvesse uma equipe dessa natureza em Manaus quando o evento começou a ser discutido, mas tudo mudou quando os Estados Unidos foram sorteados para vir para cá. Considerando esse cenário, todo cuidado é pouco", disse ele.

Projetos integrados

Theóphilo vê com bons olhos os projetos que interligam sociedade civil e militar de modo a favorecer a população, e tem uma preocupação especial com o interior do Estado.

Segundo ele, "Manaus é uma cidade linda, que cresceu muito nos últimos anos, mas o interior está parado no tempo e creio que o Exército possa ter uma mão em mudar essa realidade".

Ele avalia de forma positiva os atendimentos dos hospitais militares mantidos em São Gabriel da Cachoeira e Tabatinga, bem como os projetos de escolas nas áreas de fronteira, que mantém professores nessas regiões e leva educação a zonas remotas do país.

"Só em Tabatinga, temos por volta de 2 mil usuários do escola, contando pessoas que vêm da Colômbia, do Peru e de outras cidades amazonenses para ter aula", informa o militar.

O futuro

Theóphilo enfatizou o avanço que prevê para esses projetos. "A ideia agora é podermos transformar São Gabriel da Cachoeira, Tabatinga, Barcelos e Tefé, as quatro cidades em que temos bases, em polos de desenvolvimento. O que falta é interação entre Estado e Forças Armadas para melhorarmos esses atendimentos, então tive recentemente uma conversa com o Governador José Melo nesse sentido. Acho que o caminho é esse”, detalhou Théphilo.

De acordo com o general, esses polos ajudariam a difundir políticas de saneamento básico e saúde. “Por exemplo, há o projeto de balsas que, na volta de seus fretes para essas cidades do interior, trariam consigo resíduos sólidos delas”.

Operações

O comandante anunciou a realização de novas Operações Curare, que focam em delitos nas zonas de fronteira, em especial, o tráfico de drogas. Neste momento, no entanto, o general se ocupa com o lançamento do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), que está sendo iniciado em Porto Velho (RO). "O uso de drones, aqueles aviões não tripulados, possibilitará um mapeamento das nossas áreas fronteiriças com enorme detalhamento", concluiu Théophilo.