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Compra de carro está em primeiro lugar para quem busca um financiamento, diz pesquisa

Financiamento de autóveis supera financiamentos para reforma de casa ou investimento em faculdade. Especialistas dão dicas das melhores opções para economizar nessa modalidade

O contribuinte poderá parcelar os débitos vencidos com IPVA em cinco vezes

Carro é o sonho de consumo de muitos brasileiros (Marcio James/ Arquivo A CRÍTICA)

Uma pesquisa encomendada pelo portal Meu Bolso Feliz, uma iniciativa de Educação Financeira do SPC Brasil, para estudar o uso das modalidades de crédito pelo consumidor mostra que entre aqueles que atualmente têm um financiamento no Brasil, 35% assinaram os papéis com o intuito de comprar um carro.

A compra do automóvel aparece em primeiro lugar na lista - com 35% das intenções - ao passo que outros objetivos como reformar a casa ou pagar a faculdade aparecem no final da lista, com 4% e 3% das intenções, respectivamente.

Os especialistas do Meu Bolso Feliz explicam que a maneira ideal de se comprar um bem é fazer um planejamento a longo prazo, aplicar o dinheiro aos pouquinhos em um investimento e, ao final, comprar o bem a vista, podendo o consumidor até barganhar um bom desconto no pagamento. "Na teoria, esse seria o cenário perfeito: o consumidor não paga juros,  compra o bem por um valor menor do que se tivesse que parcelar e ainda quita o produto em um período de tempo mais curto do que se tivesse que financiá-lo", explica o educador financeiro do portal, José Vignoli.

No entanto, ele mostra que, na prática, este projeto requer disciplina. Além disso, muitas vezes o consumidor precisa muito daquele bem ou não quer esperar tanto tempo para juntar todo o dinheiro para comprá-lo a vista. "As ferramenta de crédito não devem ser vistas como vilãs. Elas surgem justamente para dar vazão aos sonhos do consumidor, principalmente os de longo prazo. No entanto, essas ferramentas precisam ser utilizadas com planejamento e inteligência para o sonho não acabar virando um problema", pondera Vignoli.

E raciocínio não é diferente no financiamento do carro. A economista do SPC Brasil, Marcela Kawauti, explica que o consumidor pode economizar até R$ 4 mil do valor total do financiamento de um carro novo, simplesmente pesquisando as diferenças de custo entre outros bancos - sem precisar aumentar o valor da entrada, nem encurtar o prazo de pagamento.  "O preço a vista é sempre o mais baixo, mas em caso de parcelamento, é preciso pesquisar muito, ficar atento à taxa de juros e calcular o custo total do financiamento e não o valor de cada parcela", orienta Marcela.

A economista dá o exemplo de um consumidor que deseja financiar um carro de R$ 25 mil no prazo de 36 meses, sem entrada. "Se a pessoa vai em um Banco A, que oferece uma taxa de juros de 1,7% ao mês, ao final do financiamento ela terá pago R$ 33,6 mil, sem incluir o IOF no cálculo. Agora se ela procurar o Banco B, que oferece as mesmas condições, mas uma taxa menor, de 1% ao mês, ela ao final terá pago R$ 29,8 mil pelo financiamento. Ou seja, terá economizado R$ 3,7 mil", explica.

Negocie as taxas

Pouca gente sabe mas os preços dos juros não são fixos e podem ser negociados, dependendo do perfil do cliente, das condições de pagamento e até do modelo do carro. "Por isso é indispensável pesquisar e negociar. O consumidor pode conseguir baratear o preço dos juros, dependendo da quantia que vai dar de entrada e do tamanho do prazo que vai precisar para quitar o carro. Além disso, as concessionárias costumam variar o preço dos juros, dependendo da marca e do modelo do carro", explica Marcela.

Confira cinco dicas na hora de financiar um carro

 1) Os especialistas do SPC orientam o consumidor a não comprometer mais do que 30% do orçamento líquido familiar com as parcelas, ou seja, 30% de tudo aquilo que sobra, depois de quitadas as despesas da família. Se houver uma outra dívida, como por exemplo o parcelamento de um imóvel, é preciso encaixar os dois financiamentos dentro desses 30%;

2) Tente reduzir ao máximo o número de prestações. Se o valor não atingir o teto de 30% do seu orçamento líquido, é recomendável reduzir o número de parcelas. É que, de modo geral, quanto menor é o número de parcelas, menor também é o valor cobrado pelos juros;

3) Evite le var filhos ou amigos para as negociações. Eles podem ajudar previamente na escolha de um modelo, por exemplo, mas acabam influenciando emocionalmente na hora de negociar as formas de pagamento. Mesmo assim, diante de uma boa oportunidade, não aja por impulso. Volte para casa, pense no assunto, faça os cálculos e volte para o vendedor novamente com a proposta final.

4) Existem atualmente no mercado modalidades de financiamento de longuíssimo prazo, de até 84 parcelas, ou seja, sete anos. Lembre-se que o carro, sobretudo o zero, é um bem que desvaloriza rapidamente e costuma gerar altos custos de manutenção depois do terceiro ano de uso. Assim, a recomendação é limitar o financiamento a 36 meses, no máximo.

5) Lembre-se de ter uma reserva - que pode ser separada do valor do 13º, por exemplo - para o pagamento das despesas extras que você terá com o carro novo, com a documentação, IPVA e valor do seguro.

*Com informações da assessoria