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Pais empresários no Amazonas têm próprios filhos como maiores sócios e parceiros de trabalho

Empresas amazonenses encontraram a chave para o sucesso na relação de amor e confiança entre pais e filhos, que compartilham o mesmo empenho na busca por resultados

Antônio Guimarães sente-se realizado ao ver as filhas e o neto conduzindo os negócios na Espantalho Pneus

Antônio Guimarães sente-se realizado ao ver as filhas e o neto conduzindo os negócios na Espantalho Pneus (Euzivaldo Queiroz)

E quando o seu pai acaba se tornando o seu chefe ou sócio? O segredo do sucesso de muitas empresas reside exatamente nesta relação familiar. Neste Dia dos Pais, conheça a história de algumas empresas amazonenses que têm como pedra fundamental o amor e a confiança entre pais e filhos.

O secretário municipal de Finanças de Manaus, Ulisses Tapajós, 67, percebeu desde cedo que seu filho Gustavo tinha espírito empreendedor e decidiu incentivá-lo.

“Eu percebi que o Gustavo desde novo já se mostrava muito interessado na minha profissão. Dessa maneira, eu me aproximei ainda mais dele, orientando-o em sua carreira empresarial”, diz o secretário.

Hoje, aos 35 anos, Gustavo Tapajós é o proprietário Ação Investimentos, afiliada a XP Investimentos - uma das maiores Corretoras da Bolsa de Valores de São Paulo, a Bovespa. “Antes do meu pai se aposentar, trabalhamos cinco anos juntos na agência. O nosso negócio começou do zero e, atualmente, destaca-se como uma das maiores agências de investimentos do Brasil”, afirma o empresário.

O atual secretário municipal de finanças afirma que se sente confortável e orgulhoso em saber que o patrimônio da família está sob a gestão do seu filho. “Hoje, eu vivo de mesada”, brinca o secretário.

Descontraído, o presidente da “Ação Investimentos” já avisa qual será seu plano quando o pai deixar a secretaria municipal. “Vou contratá-lo para estagiar na nossa empresa”, diverte-se Gustavo Tapajós.

Planejamento

O proprietário da Espantalho Pneus, Antônio Guimarães, 72, sempre acreditou que quando se aposentasse, os melhores profissionais que administrariam o seu empreendimento seriam Glória, Ceiça, Lígia, Maria e Thaís Guimarães, suas próprias filhas.

“Desde os dez anos eu trabalho com o meu pai. Aprendemos o negócio ao lado dele. Hoje, ele passou o cajado para nós, mas continua sendo o nosso maior conselheiro. O nosso negócio já conta com a participação da segunda geração da família. O Ítalo é filho da minha irmã e já está dando os primeiros passos para, um dia, assumir os negócios”, comenta a empresária Lígia Guimarães.

Ainda de acordo com Lígia, é um orgulho fazer parte da história da simples borracharia que se transformou em uma referência em centros automotivos na região Norte. “Sinto-me honrada em fazer parte desse empreendimento. Levo comigo o lema que meu pai sempre diz: O sucesso é dedicação. É não desistir”, comenta.

Para Antônio Guimarães, não há presente melhor neste Dia dos Pais. “Não há palavras que possam descrever o que eu sinto vendo as minhas filhas indo e vindo das lojas”, diz, emocionado.

Entre obras e projetos

“Desde pequenos, os meninos já frequentavam a empresa. Eu nunca os forcei a seguir a minha profissão. Eles observavam o que eu fazia e acabaram trilhando pelo mesmo ramo. Isso me deixa emocionado”. É o que conta José Nasser, 68, proprietário da construtora J. Nasser Engenharia.

Passaram-se 34 anos desde a criação de uma das mais renomadas construtoras da região Norte. Ao mesmo tempo em que a empresa se expandia, Andreesa, Miguel e Andréia, filhos do proprietário, cresciam entre obras e projetos arquitetônicos. Hoje dirigem a empresa ao lado do pai.

“Eu visito obras desde os seis anos. Sempre achei maravilhoso esse cenário. Desde menino, tive a certeza que eu iria seguir a mesma profissão do meu pai”, comenta Miguel Nasser, diretor da construtora J. Nasser.

Inúmeros projetos já foram realizados em parceria, mas para essa dupla, o projeto mais importante é sempre o último que foi finalizado. “O projeto que mais me encanta é sempre o último. O Centro de Treinamento Carlos Zamith, popularmente conhecido como CT do Coroado, me dá orgulho, pois ele foi feito em família”, frisa o diretor.