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‘Caso Cota’: Sinpol questiona declaração dada pelo diretor da Polícia Metropolitana

Em nota de repúdio, o Sindicato dos Policiais Civis afirmou que as conclusões do delegado Emerson Negreiros sobre o caso são ‘precipitadas’ e ‘infelizes’, e prejudicam o agente Abner Ferreira, acusado de ser o autor do disparo que matou o policial

Equipe registra momento em que policial civil é baleado durante ação

Equipe da TV A CRÍTICA registrou momento em que Edson Cota foi baleado durante a operação (Reprodução/TV A Crítica)

O Sindicato dos Funcionários da Polícia Civil do Estado do Amazonas (Sinpol) divulgou, nesta segunda-feira (30), uma nota de repúdio às declarações feitas pelo delegado Emerson Negreiros, diretor do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM), sobre o resultado do inquérito que apurou a morte do policial civil Edson Cota, ocorrida em 21 de outubro deste ano.

No texto, a acusação de Negreiros, responsável pela investigação do caso, de que o agente Abner Ferreira Miranda, 41, tenha sido o culpado pela morte do colega, após um tiro acidental, “veio a causar prejuízo moral e profissional a um colega de trabalho”, que “esteve participando da fatídica operação de combate ao crime e em defesa de nossos cidadãos”.

O Sindicato esclarece ainda que Abner “declara inocência, está legalmente amparado pelo principio da não-culpabilidade, assim como conta com testemunho dos colegas que estavam presentes no ato”, e afirma: “não se pode condenar a ninguém sem que haja o processo transitado e julgado”.

Segundo o presidente do Sindicato, Moacir Maia, a informação divulgada pelo delegado Emerson Negreiros foi precipitada. “Ele (Abner) está sofrendo muito por essa acusação”, disse.

“Se houve erros, esses erros deveriam ser apurados judicialmente, para não expor a instituição e os colegas policiais que estavam trabalhando na operação”, ressaltou o presidente do Sinpol.

E completou: “Tinham vários policiais, cerca de oito, em operação naquela ocasião, e não se pode afirmar que foi o Abner. As armas que eles usavam na ação eram todas iguais”.

Entenda o caso
A morte de Edson Cota ocorreu durante uma perseguição a bandidos, envolvidos no assalto conhecido como “saidinha de banco”. No dia 21 de outubro, Edson Cota Willot, de 45 anos, e outros policiais civis da Delegacia de Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd) interceptaram assaltantes que teriam roubado R$ 10 mil de um homem, numa agência bancária do Boulevard Álvaro Maia, Zona Centro-Sul de Manaus.

A perseguição levou os policiais até o conjunto Parque Riachuelo, na Zona Oeste, próximo ao Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam), onde Cota foi morto com um tiro.

A princípio, a morte foi atribuída aos assaltantes, mas imagens registradas na ocasião pela TV A CRÍTICA, que acompanhou a operação, mostraram que os criminosos não portavam armas, e que Edson e Abner encontravam-se em posições opostas, efetuando disparos que poderiam atingir um ao outro. Edson Cota também não portava colete à prova de balas, e não resistiu ao ferimento.

Um inquérito foi aberto pelo delegado-geral da Polícia Civil, Josué Rocha, no dia 23 de outubro, para apurar o caso. Após dois meses de investigações, o delegado Emerson Negreiros apresentou o relatório final da apuração, e pediu o indiciamento de Abner, com a conclusão de que teria sido dele a arma que efetuou o disparo que matou Edson Cota.

Abner continua trabalhando na Derfd até que os procedimentos contra ele dentro da Polícia Civil e no Ministério Público sejam decididos.