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Desembargador defende que sistema do TJAM é referência

Yedo Simões rebate críticas do presidente da Associação de Defensores sobre problemas no acesso a processos virtuais

Desembargador Yedo Simões afirmou  que sistema do  TJ-AM é referência nacional, tem suporte 24h e cursos de capacitação para defensores e advogados

Desembargador Yedo Simões afirmou que sistema do TJ-AM é referência nacional, tem suporte 24h e cursos de capacitação para defensores e advogados (Antonio Lima)

O coordenador de tecnologia da informação e comunicação do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), desembargador Yedo Simões, atribuiu à falta de conhecimentos básicos em informática a causa das dificuldades que o presidente da Associação dos Defensores Públicos do Amazonas (Adepam), Helom Nunes, diz que defensores públicos estariam enfrentando com o programa utilizado pelo TJ-AM para a tramitação eletrônica de processos, o Projudi. 

Ao comentar as declarações do presidente da Adepam em matéria publicada por A CRÍTICA, ontem, Yedo Simões colocou em dúvida a credibilidade de Helom Nunes para criticar a ferramenta, ao divulgar o tempo que o defensor público, até hoje, teria feito uso do software. “Em todo o trabalho desse defensor, ele só esteve logado no Projudi por três minutos apenas. E ele sabe tudo isso? Tem todas essas reclamações a fazer?”, indagou o desembargador.

Para Helom Nunes, problemas técnicos presentes no sistema de virtualização de processos do TJ-AM estariam prejudicando a atividade de defensores e advogados, tornando o acesso a direitos constitucionais, como a Justiça e a ampla defesa, uma utopia no interior do Amazonas. 

Segundo Yedo Simões, o Processo Judicial Digital (Projudi) é referência nacional por representar um avanço expressivo em relação à virtualização das ações na Justiça amazonense, sobretudo nos últimos dois anos. Para o magistrado, se há dificuldade em utilizá-lo, o TJ-AM tem suporte 24h e cursos de capacitação para defensores e advogados.

“Não vejo que seja nada que cause falta de acesso à Justiça. Se você tem uma dificuldade dentro do sistema e nos procurar, damos suporte imediatamente. Muitas vezes, a questão não é do nosso sistema. É do computador, que faltou fazer algum procedimento no computador, para que pudesse adentrar no nosso sistema. E por desconhecimento da pessoa ela diz que é o sistema”, afirmou o desembargador. 

Uma das principais queixas dos defensores, segundo Helom, é o acesso ao Projudi só ocorrer com uma versão do Java (uma linguagem de programação e uma plataforma de computação). Isso obrigaria defensores, advogados e partes de processos a utilizarem apenas computadores com a plataforma utilizada pelo TJ-AM. “A questão é que o Java  faz atualizações sem o usuário necessariamente pedir. Quando ocorre isso, você não consegue mais acessar o Projudi, que usa uma versão mais antiga. Tem que ficar de olho para o computador não atualizar”, disse Helom. 
Yedo Simões disse que a versão do Java usada pelo TJ-AM não atualiza no ritmo que são lançadas as novas versões porque as mesmas precisam passar por testes, até que fique comprovado que  não irão colocar em risco as informações do banco de dados da Justiça amazonense.

Blog - Helom Nunes

Presidente da Associação dos Defensores Públicos do AM

"Quando  me posiciono é na qualidade de presidente de uma associação, uma classe. Não é uma causa minha, do Helom. É um problema que atinge os defensores. E na qualidade de representante da classe, colocamos aquilo que a classe vem sofrendo. Há as falhas e problemas no Projudi. E o que queremos é que sejam corrigidos. Não somos contra a virtualização, pois é uma realidade mundial. Só que no Amazonas o sistema tem problemas. Não está ideal. Nossa posição não é de antagonismo, é de cooperação. Apontamos como solução o peticionamento físico enquanto o sistema não esteja nas condições esperadas. O caminho não é o da desqualificação. É de cooperação. Respeito o Judiciário. Mas não vou deixar de marcar nossa posição”.

Em números:

149 mil é o número de processos acessados hoje no Judiciário Amazonense de forma digital. Na forma física, há ainda 6,6 mil, segundo dados do Tribunal de Justiça do Amazonas.3Mil  é a média de ataques de hackers que o sistema de processo eletrônico do Tribunal de Justiça sofre por dia. Testar as versões do Java antes de atualizá-las é uma medida de segurança.