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Dilma cai, Aécio avança e eleição caminha para 2º turno, segundo novo levantamento

Pesquisa CNT, que também avaliou as expectativas dos brasileiros, monta novo panorama para as eleições presidenciais deste ano

Vantagem da presidente sobre os outros principais candidatos teve a sua maior queda registrada até agora, e já não garante a reeleição ao PT

Vantagem da presidente sobre os outros principais candidatos teve a sua maior queda registrada até agora, e já não garante a reeleição ao PT (Reprodução)

A avaliação do governo Dilma Rousseff e sua aprovação pessoal mantiveram a trajetória de queda em abril e a presidente perdeu terreno na disputa eleitoral, enquanto o senador Aécio Neves (PSDB) ganhou fôlego, mostrou pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira (29).

As intenções de voto de Dilma caíram para 37,0 por cento, ante 43,7 por cento em fevereiro, e Aécio subiu para 21,6 por cento (ante 17,0 por cento). O terceiro colocado na disputa, Eduardo Campos (PSB), avançou para 11,8 por cento (9,9 por cento), mas dentro da margem de erro da pesquisa, de 2,2 pontos percentuais.

Esse cenário, segundo o diretor-executivo da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), Bruno Batista, deixa aberta a possibilidade de segundo turno, já que a diferença entre a intenção de votos de Dilma e a soma dos dois principais adversários fica dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

"Houve uma queda geral da avaliação do governo, por problemas levantados. E a grande inovação dos dados foi que eles mostraram pela primeira vez uma arrancada mais forte da oposição. Houve migração de votos da Dilma principalmente para os dois candidatos de oposição, Aécio Neves e Eduardo Campos", avaliou Batista.

No levantamento espontâneo, quando o nome dos candidatos não é mencionado, Dilma oscilou para baixo a 20,5 por cento (21,3 por cento), enquanto Aécio subiu para 9,3 por cento (5,6 por cento). Campos também subiu no levantamento espontâneo para 3,6 por cento (1,6 por cento).

E Dilma tem a maior rejeição entre os três principais candidatos, com 43,1 por cento afirmando que não votariam nela de modo algum. Para Aécio esse percentual foi de 32,4 por cento e para Campos, 29,9 por cento. A rejeição à petista era de 37,3 por cento em fevereiro.

"A rejeição dela superou a barreira dos 40 por cento, que historicamente é um limite para eleição", analisou Bruno. "De toda forma, é importante destacar que ainda há tempo para o governo tomar medidas que consigam minimizar esse impacto. É difícil afirmar agora que esse limite de votos seja definitivo até o final."

Para Bruno, "está se formando um cenário de tempestade perfeita".

Num eventual segundo turno entre Dilma e Aécio, a presidente ainda venceria, mas por uma margem bem menor que a mostrada em fevereiro: 39,2 a 29,3 por cento (46,6 a 23,4 por cento).

Contra Campos, o cenário é um pouco mais confortável num possível segundo turno. Dilma o venceria por 41,3 por cento a 24 por cento. Essa diferença também foi maior em fevereiro (48,6 a 18 por cento)

O presidente do DEM, senador José Agripino (RN), atribuiu a queda de Dilma nas pesquisas à "volta da inflação, à corrupção endêmica, promessas feitas e não cumpridas, como a questão da energia elétrica". Para ele, "tudo isso é percebido".

"As pessoas se desencantam com o governo e começam a mudar a sua preferência, e olhe que ainda não estamos em campanha", acrescentou.

O líder do governo no Congresso, senador José Pimentel (PT-CE), tentou minimizar o resultado da pesquisa. "Todos os candidatos à Presidência da República para reeleição entre maio e junho tiveram baixo desempenho", argumentou. "É uma característica do desempenho eleitoral na pré-campanha", afirmou.

Aumenta desaprovação do governo

De acordo com o levantamento do instituto MDA, encomendado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), 32,9 por cento dos entrevistados têm uma avaliação positiva do governo Dilma, ante 36,4 por cento em fevereiro, 35,9 por cento veem o governo como regular (37,9 por cento na sondagem anterior) e 30,6 por cento avaliam negativamente (24,8 por cento).

Em todas as cinco áreas em que a pesquisa questiona a expectativa sobre os próximos seis meses (emprego, renda, saúde, educação e segurança pública) houve aumento do pessimismo.

Para 79,1 por cento dos entrevistados o custo de vida aumentou nos últimos seis meses. Para 44,3 por cento, a economia não vai crescer ou irá até se retrair neste ano. E para 72,8 por cento a inflação aumentará neste ano.

A aprovação pessoal de Dilma teve forte queda para 47,9 por cento, ante 55 por cento, enquanto a desaprovação subiu para 46,1 por cento, ante 41 por cento.

A pesquisa mostrou também que 39,5 por cento querem que o próximo governo mude completamente a forma de governar, ante 37,2 por cento em fevereiro. Nesse item, outros 29,2 por cento querem mudanças na maioria das ações do governo. Para 28,1 por cento, o próximo governo tem que continuar com a maioria ou totalidade das ações atuais. Esse percentual era de 35,2 por cento em fevereiro.

A imagem de boa gestora, principal arma de Dilma para vencer as eleições em 2010, também parece estar à deriva. Questionados sobre a capacidade da petista para gerir o governo, 30,6 por cento disseram que ela não é uma boa gestora. Outros 44,8 por cento disseram que ela é apenas regular, às vezes acerta e às vezes erra. Para 22,3 por cento, a presidente é boa gerente.

Petrobras

Outro tema abordado pela sondagem foi a compra pela Petrobras PETR4.SA da refinaria em Pasadena (EUA). Sobre o total de entrevistados, 33,4 por cento consideram que Dilma, que era presidente do Conselho da estatal na ocasião, tem responsabilidade pela compra.

Mas apenas 50,2 por cento dos entrevistados disseram conhecer o assunto. Nesse grupo, 66,5 por cento consideram que a presidente tem responsabilidade pela compra da refinaria.

No grupo dos que estão informados sobre o tema, 80,5 por cento acreditam que houve irregularidades no negócio e 91,4 por cento apoiam a criação de uma CPI para investigar a Petrobras. A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) deve ser instalada no Senado nas próximas semanas, depois que as tentativas do governo para evitar a investigação política naufragaram.

Foram entrevistadas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 24 Unidades da Federação, entre os dias 20 e 25 de abril.

(Reportagem adicional de Maria Carolina Marcello)