O senador Eduardo Braga (PMDB-AM) ocupou nesta terça-feira (7) a tribuna do Senado para tornar pública, em âmbito nacional, a representação contra a prefeitura de Manaus (AM) e contra a empresa Águas do Amazonas, ingressada por ele no Ministério Público do Amazonas.
A ação pede que a prefeitura distribua água à população com tarifa social, uma vez que a empresa teria descumprido o contrato de concessão por diversas vezes e o abastecimento na cidade só foi mantido com a intervenção do governo do estado e do governo federal.
Segundo senador, a atitude não foi uma resposta ao prefeito de Manaus, Amazonino Mendes, que em discurso na Câmara Municipal de Manaus, na última segunda-feira, fez críticas a um “enganador”, “caroneiro” e “picareta”.
Eduardo Braga disse ter pedido aos advogados para ouvir a gravação de todo o discurso do prefeito e, em nenhum momento, é citado nominalmente.
“Se tivesse que processar, faria em cima de quem fez essas ilações, insinuações maldosas. Como não sou citado em momento algum, não posso tomar nenhuma providência”, declarou o senador.
Questionado se o tema “água” e as posições tomadas recentemente contra a Prefeitura de Manaus são oportunos, fazem parte da bandeira política ou têm a ver com a pré-campanha eleitoral, Braga lembrou que vem abordando esse assunto desde 2008, quando ainda era governador do Estado.
Da tribuna do Senado, Eduardo Braga explicou que a privatização do sistema de abastecimento de água na cidade de Manaus foi feita há doze anos e que as condicionantes do contrato não foram cumpridas pela empresa concessionária.
“É um absurdo, um desrespeito dobrado para com a população, porque a água agora está tratada e a prefeitura se nega a entregá-la no cumprimento de um contrato que é descumprido permanentemente pela concessionária.
Isso é uma verdadeira picaretagem contra o povo do estado do Amazonas, contra o povo de Manaus e contra o direito constitucional do amazonense de receber água encanada em casa”, discursou Braga
O senador Eduardo Braga confirmou o encontro, no último fim de semana, com o governador Omar Aziz. Disse que falaram sobre política, eleições e os procedimentos para uma aliança entre PMDB e PSD na capital Manaus e no interior do Estado. Só os nomes não foram definidos.
Sem se falar 38 dias, por conta do recesso do fim de ano e férias, Omar e Braga também trataram sobre os recursos para o Estado, por meio das emendas ao orçamento e ainda da audiência pública para discutir a situação dos haitianos. A reunião será na próxima segunda-feira, 13, na Comissão de Relações Exteriores do Senado.