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Empresa Umanizare, que faz a segurança do Compaj, poderá ser multada por fuga de detentos

Caso a suspeita de facilitação seja comprovada, a Umanizare poderá pagar uma multa de até R$ 3 milhões; entre os fugitivos, está o homicida Gelson Carnaúba, um dos líderes da FDN

Gelson Carnaúba é um dos líderes da Família do Norte e fugiu dia 28 de julho

Gelson Carnaúba é um dos líderes da Família do Norte e fugiu dia 28 de julho (Antonio Menezes - Arquivo/AC)

A empresa Umanizare Gestão Prisional Privada, poderá ser multada em até R$ 3 milhões caso fique comprovado que os funcionários dela facilitaram a fuga de um dos principais líderes da facção criminosa Família do Norte (FDN), o homicida Gelson Lima Carnaúba, e dos “soldados do tráfico” Adalberto Salomao Guedes da Silva, Geremias Ribeiro da Silva, Jefferson Oliveira da Silva, Kaio Wellington Cardoso dos Santos e Vagner Castro Pontes.

Eles escaparam do no dia 28 do mês passado, do regime fechado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj).

Foi o que anunciou, ontem, o secretário de Justiça e de Direitos Humanos, Louismar Bonates, que anunciou algumas medidas adotadas após a fuga dos presos, diante de falhas que foram detectadas e que teriam sido facilitadoras para a ação. Uma delas foi a ausência dos policiais militares nas guaritas do A, B e D no alto da muralha. De acordo com Bonates, caso seja comprovado que as falhas foram determinantes para a fuga, a conduta inadequada dos agentes de disciplina configura quebra de contrato.

O secretário disse que expediu um ofício ao secretário de Segurança Pública, Paulo Roberto Vital, e para o comandante da Polícia Militar, Almir Davi, para que os mesmos apurem o que teria motivado a ausência de policiais militares que, naquele dia, não estavam ocupando seus postos nas guaritas.

Investigação

O secretário informou que também determinou a abertura de um inquérito sancionatório contra a Umanizare, empresa, responsável pela administração de pelo menos dez unidades prisionais na capital há dois anos. Por conta disso foi solicitado o afastamento imediato de 26 agentes de disciplina, de um supervisor e um gerente operacional.

Segundo Bonates, os agentes eram os responsáveis pela condução, tranca e chamada dos internos dos pavilhões 1, 2, 3, e 5. O secretário informou ainda que encaminhou ofício ao delegado-geral da Polícia Civil, Josué Rocha, solicitando a instauração de inquérito para apurar se houve a facilitação de fuga de presos, formação de quadrilha praticada por servidores público ou terceirizados mediante ameaças ou vantagens.

Bonates disse que, nos últimos dois anos, cerca de 200 agentes penitenciários foram afastados do sistema prisional sob suspeita de participação em facilitação de fugas.