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Enchente, a hora e a vez do baixo Amazonas

Com o rio Madeira enchendo até final de abril, preocupação é que as águas dele levem à região de Itacoatiara, Parintins e Nhamundá o mesmo nível de tragédia registrado em 2009, quando até o Festival Folclórico ficou ameaçado de não ser realizado


Toda a água do Madeira que hoje inunda Porto Velho e oito dos 13 bairros do Município de Humaitá, no Amazonas, chegará ao baixo Amazonas até o fim do mês de junho

Toda a água do Madeira que hoje inunda Porto Velho e oito dos 13 bairros do Município de Humaitá, no Amazonas, chegará ao baixo Amazonas até o fim do mês de junho (Florêncio Mesquita)

Os municípios do baixo Amazonas devem sofrer os impactos mais severos da maior cheia da história registrada no rio Madeira e que já atingiu  Humaitá (a 600 quilômetros de Manaus). A estimativa é do Subcomando de Ações de Proteção e Defesa Civil do Amazonas (Subcomadec). A cheia do rio Madeira desabrigou mais de 16 mil famílias em território amazonense. Atualmente o Amazonas tem um município (Humaitá) em estado de calamidade pública e 13 em emergência.  Tapauá foi o último a integrar a lista das cidades em emergência no Estado.

O impacto da elevação das águas no rio Amazonas será grande, segundo o Subcomadec, porque o rio Madeira está correndo mais rápido e com maior força, uma vez que, igarapés e lagos que poderiam dissipar a vazão das águas estão inundados e se uniram ao rio. “O Madeira está passando direto sem nada que funcione como obstáculo para fazer ele perder força e o Baixo Amazonas vai receber toda essa água”, disse o titular do Subcomando, Roberto Rocha.

De acordo com os estudos realizados pela equipe de monitoramento do Subcomadec, os municípios de Parintins, Itacoatiara, Nova Olinda do Norte, Novo Aripuanã e Borba serão os mais afetados. Para Roberto Rocha, as prefeituras dos municípios precisam se preparar com antecedência para minimizar as consequências que serão causadas pelo rio Madeira.  Ele lembra que, apesar do Estado atender as emergências e prestar socorro com a Defesa Civil, a primeira resposta é das prefeituras.

O nível recorde da cheia do rio Madeira, em Humaitá, foi de 24,22 metros em 1997 e este ano chegou a 25,25 metros. Ele deveria começar a baixar no início de abril, no município, mas a previsão é que ele continue subindo até final de mesmo mês.


Parintins (a 325 quilômetros da capital) está em situação de atenção e passará para de situação de alertaporque o rio Amazonas está subindo rápido e só para de encher em junho. “Ele ainda tem três meses para encher o que é preocupante”, diz Rocha. Ainda não tem como dizer se a cheia nos municípios do Baixo Amazonas será semelhante a de 2009, mas a Defesa Civil alerta que a população da região se prepare para uma cheia com danos semelhantes. Em 2009, a cheia dividiu Parintins em duas e desabrigou aproximadamente três mil famílias.

O porto da ilha ficou debaixo d’água e a Cidade Garantido foi inundada ameaçando, inclusive, a realização do festival folclórico. Os artistas do boi vermelho precisaram finalizar as alegorias para o festival na praça dos Bois.

Outras calhas

Na calha do rio Juruá, que apresentou estabilidade esta semana, o  município que mais preocupa é Eirunepé que está em situação de alerta e deve entrar em situação de emergência. Ele recebe água da do rio Taraucá, que vem do Acre, e do rio Juruá, que tem a cabeceira mais alta. Guajará, Ipixuna e Envira estão estabilizados. No Purus, Boca do Acre, Lábrea, Pauini e Canutama estão em emergência.