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Equipes de segurança montam acampamento e tropas se preparam para entrar em reserva indígena Tenharim

Os representantes da ‘força-tarefa’ formada pela Polícia Federal (PF), Polícia Militar (PM), Exército e Força Nacional realizam sobrevoo na região para desenvolverem as estratégias discutidas na manhã deste sábado (28)

Caminhões do Exército Brasileiro se deslocam pela balsa em direção a reserva indígena

Caminhões do Exército Brasileiro se deslocam pela balsa em direção a reserva indígena (Clóvis Miranda)

Os representantes da “força-tarefa” formada pela Polícia Federal (PF), Polícia Militar (PM), Exército e Força Nacional decidiram, após reunião a portas fechadas neste sábado (28), montar acampamento e enviar tropas para entrar na reserva indígena Tenharim, no município de Humaitá (a 600 quilômetros de Manaus), em busca dos três homens desaparecidos há 12 dias na região.

Durante a reunião, os comandantes das tropas definiram as estratégias que serão utilizadas. Por volta das 10h, uma balsa com caminhões do Exército Brasileiro saiu do município de Humaitá em direção ao quilômetro 180, na localidade de Santo Antônio do Matupi.

Os representantes de cada tropa realizaram, pela manhã, um sobrevoo na região, para saber se há alguma barreira imposta pelos indígenas, ou se as pontes que dão acesso à reserva estão danificadas, conforme os indígenas tinham prometido fazer.

Os primeiros homens do Exército que foram enviados são responsáveis por montar o acampamento e providenciar todo o aparato necessário (comida, combustível) para a permanência no local, até que as buscas e a operação sejam finalizadas.

De acordo com informações do comandante do 54º Batalhão de Infantaria de Selva (Bis), coronel Antônio Prado, somando o efetivo de todas as Forças envolvidas, têm-se aproximadamente 300 homens envolvidos na operação.

Às 13h, as guarnições da Polícia Federal e Força Nacional deslocaram-se para a reserva Tenharim, e iniciaram as ações estratégicas que foram traçadas por seus comandantes.

As tropas não têm previsão para sair do local, e devem permanecer na região até que os desaparecidos sejam encontrados e os conflitos no local sejam pacificados.

O delegado da PF, Alexandre Alves, informou que foi aberto inquérito para apurar os desaparecimentos e os danos causados ao patrimônio público desde o início dos tumultos. A Polícia, segundo ele, também trabalha com a hipótese de que o funcionário da Eletrobrás Amazonas Energia, Aldeney Ribeiro, o professor de Apuí Stef Pinheiro e o representante comercial Luciano Freire ainda estejam vivos.

Como as forças estaduais são impedidas de adentrar o território da reserva, que pertence à União, elas permanecem no local para impedir mais agitações por parte da população.

Pedágio continua sendo cobrado
O servidor público federal Gilmar Jorge, de 39 anos, morador de Humaitá, precisa percorrer a área da reserva indígena duas vezes por mês, e se mostrou indignado com a continuação da cobrança de pedágio pelos índios.

Ele mostrou à equipe de A CRÍTICA o comprovante da situação, mesmo depois da suposta destruição dos pontos de cobrança ocorrida nesta sexta (27).

Federação de Agricultura e Pecuária do Amazonas teme conflito generalizado
A Federação de Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (Faea), legítima representante da classe patronal agropecuária amazonense, informou por meio de nota que defende o direito à vida no campo e também na floresta e que não aceita que a Fundação Nacional do Índio (Funai) se omita neste caso específico da Reserva Indígena Tenharim, onde existem fortes suspeitas de que membros dessa etnia teriam atentado contra a vida de três pessoas inocentes. 

A Faea informou ainda que teme um conflito generalizado em face da revolta dos moradores da região, razão pela qual defendem a presença efetiva do Estado brasileiro, tanto na Reserva Indígena, como nos municípios da Transamazônica.

Em nota a Federação repudiou ainda a questão da cobrança absurda e inadmissível de pedágio ilegal em um trecho da Transamazônica, na área da Reserva Indígena, que tem afrontado, humilhado e provocado insegurança às pessoas que trafegam nesse trecho da Rodovia, em flagrante ato inconstitucional contrário ao direito de ir e vir dos brasileiros. 

Nossa equipe tentou falar com os índios que se recusaram a responder e dar entrevista.

Com informações do repórter Adriano Silva