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Especialistas citam necessidade de melhorias no ensino básico no Dia Mundial da Educação

Apesar do avanço na qualidade do ensino no Brasil, apontado por educadores, eles afirmam que faltam políticas públicas

Especialistas citam falta incentivo à educação brasileira

Especialistas citam falta incentivo à educação brasileira (Marcio Silva)

No Dia Mundial da Educação, celebrado nessa segunda-feira, educadores avaliaram que a educação no Estado do Amazonas, apesar de ter se desenvolvido nos últimos anos, ainda depende de políticas públicas e ações concretas de respeito e valorização dos profissionais da educação para alcançar melhores índices.

Foi o que afirmou a diretora da Faculdade de Educação (Faced) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Selma Basal, que acredita que a educação está defasada em alguns aspectos, mas em outros não, uma vez que temos, no País, centros de excelência que são referência no mundo todo. “Mas em outros lugares ainda há muito o que fazer”, lembrou.

Segundo ela, no Amazonas houve uma melhoria no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam) também foram citados por ela como centros que oferecem uma excelente educação e que receberam grandes investimentos.

“O que falta é melhorar. Já tivemos algumas conquistas: antes a maioria da população era analfabeta, nós não erradicamos o analfabetismo do País, mas hoje a maioria da população tem acesso à educação. Mas essa acesso reflete uma educação de qualidade em alguns lugares e em outros não.  Temos que trabalhar muito  mais para termos a educação que queremos. E, para isso, o profissional do magistério tem que ser valorizado”, afirmou Selma.

Outros professores ouvidos pela reportagem afirmam que a educação propicia condições para que as crianças construam valores éticos e morais, aprendam a  respeitar ao próximo e  a trabalhar em equipe, respeitando diferenças e tomando decisões. “A educação não está falida, ela está criando um ambiente que  cresce cada vez mais, e é esse ambiente que estimula o conhecimento, as novas descobertas, para que ele possa ter a liberdade de criar, praticar e vivenciar a educação”, analisou  Cristiano Rocha dos Santos, 29,  professor do Instituto de Educação do Amazonas (IEA).

Para a professora Leila Gomes, 35, a educação pode ajudar a desenvolver o Estado. “Se somos um povo pacífico, ordeiro, criativo e empreendedor, se contamos com uma produção agrícola exuberante, uma indústria forte e um promissor parque tecnológico, se reduzimos significativamente o analfabetismo e ampliamos a rede escolar, isso mostra que, se investirmos, podemos ser muito mais”, declarou.