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Esquerda discute formação de coalizão no AM

União de Psol, PSTU e PCB pode impedir tradicionais candidaturas de partidos nanicos para o Governo do Amazonas

Herbert Amazonas, do PSTU, e Luiz Navarro, do PCB, disputaram a eleição para o governo em 2010

Herbert Amazonas, do PSTU, e Luiz Navarro, do PCB, disputaram a eleição para o governo em 2010 (Arquivo AC)

Os pré-candidatos Abel Alves (Psol) e Herbert Amazonas (PSTU) são de partidos nanicos que costumam lançar nomes para defender posicionamentos de esquerda e contrários aos políticos e partidos que vivem na órbita do grupo que governa o Amazonas há 31 anos. Mesmo com candidaturas de posicionamento, os dois nomes correm risco de não se confirmarem até as convenções. Isso porque, internamente, as siglas discutem a formação de uma ampla frente de esquerda a níveis nacional e local.

O primeiro a levantar essa bandeira foi o PSTU de Hebert Amazonas, que enviou uma carta aberta ao Psol e ao PCB propondo criar uma alternativa compatível com a expectativa dos manifestantes que foram às ruas em julho do ano passado. “Fazemos este chamado fraterno ao PSOL e ao PCB para a construção de uma frente de esquerda que expresse a vontade de mudança da juventude e a necessidade de melhora das condições de vida da classe trabalhadora, que constrói a riqueza do Amazonas. Nós do PSTU discordamos radicalmente que esses grupos possam representar qualquer solução para os anseios da população jovem e trabalhadora. Nesse longo espaço de tempo, o que constatamos foi o aumento das desigualdades sociais e uma completa falta de perspectiva para nosso povo”.

O PSTU defende que essa frente inclua os movimentos descontentes e rejeitem os ligados aos atuais e ex-adminsitradores da cidade. “Se não for constituída uma nova alternativa política, independente dos patrões e dos grupos políticos que governam para eles, não haverá solução para os grandes problemas sociais, como o caos no transporte público, nos serviços de saúde, de educação, na segurança pública. Muito menos para os baixos salários pagos no Distrito Industrial e no Comércio de Manaus”.

A vereadora paraense Marinor Brito, membro da executiva nacional do Psol, também confirmou as dicussões entre as siglas a respeito da possibilidade de união para uma só chapa e que essa aliança possa repercutir nos palanques estaduais. “O País vive um novo momento. Precisamos juntar as pessoas de bem e nos debruçarmos em propostas que rompam com esses programas de governo que rejeitamos”, declarou.

Marinor afirmou que as alianças estaduais só serão feitas após discussões de cada executiva. “Claro que pode ter uma verticalização, mas as executivas estaduais têm as suas autonomias”, disse.

O eterno candidato do PSTU, Herbert Amazonas, afirmou que, na defesa por uma ampla frente de esquerda, a sigla está disposta, no Amazonas, a abrir mão de lançar candidatura para os cargos de governador e vice. “Não fazemos questão disso. Queremos nos unir para apresentar alternativas à população”, declarou Herbert.

Outro campeão de candidaturas, Luiz Navarro (PCB) apoia a união das três siglas no Amazonas, mas disse que precisará haver uma decisão das executivas nacionais porque as três siglas têm candidatos à presidência e precisam criar palanques. Navarro disse que até o final de abril o PCB deve lançar um pré-candidato ao governo. Dessa vez, ele é cotado para disputar um cargo a deputado estadual.

Psol lançou chapa puro sangue

O Psol lançou publicamente esta semana o ex-deputado e desembargador anistiado Abel Alves e a funcionária pública Leka Aleixo como os pré-candidatos a governador e vice-governador da sigla, numa chapa puro sangue. A proposta é que os dois formem o palanque estadual do presidenciável do Psol, o senador Radolfe Rodrigues.

“Queremos fazer a diferença. Quebrar a hegemonia do poder no Amazonas. Defendemos a mudança dos costumes políticos, a transparência nas ações públicas, procurar uma alternativa econômica ao Estado e ao interior”, declarou Abel Alves

O pré-candidato afirmou que o Psol participará do pleito numa composição diferenciada. A maior parte das candidaturas a deputado estadual será de pessoas do interior. “Antigamente, o interior tinha sua representação na ALE. Por que isso mudou?”

Abel afirmou que fará campanha no interior de barco. “Tenho um barco pequeno por onde iremos começar a campanha pelo alto solimões”, declarou.