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Estudante amazonense é aprovada em vestibular do Instituto Tecnológico de Aeronáutica

Amanda Barreiros, ex-aluna da Fundação Nokia, foi a única do AM entre os 170 aprovados para estudar na instituição, cuja prova foi disputada por mais de 7 mil candidatos

Amanda Negreiros [Fundação Nokia]

Amanda Negreiros, ex-aluna da Fundação Nokia (Divulgação)

Foco e persistência. Duas palavras que muitos tentam aplicar à sua rotina, mas que poucos conseguem com o mesmo rigor de Amanda Barreiros, estudante amazonense que recebeu, neste sábado (28), o passaporte para ingressar numa das principais instituições de ensino tecnológico de alto nível do país: o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

Entrar para a lista de aprovados da instituição foi o lance final de uma trajetória de quatro anos, que envolveram muito estudo, coragem e dedicação às metas traçadas pela estudante. “Ouvi falar no ITA pela primeira vez através de uma tia minha, que disse que o Instituto era uma referência nacional em Engenharia, e fui pesquisar mais a respeito. Foi quando eu decidi que queria estudar lá, e que ia fazer o possível pra alcançar esse objetivo”, conta Amanda.

Aluna precoce – ela concluiu o ensino médio aos 16 anos –, Amanda já havia emplacado aprovações na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), no Instituto Militar de Engenharia (IME) e na Academia da Força Aérea (AFA) nos últimos anos, mas seu objetivo maior – o ITA – exigiu paciência e esforço redobrados.

“Primeiro passei um ano estudando em um cursinho de Manaus, que não preparava pro ITA, mas não consegui muita coisa. Fui pesquisar na Internet, e descobri um curso em São José dos Campos (SP – cidade que sedia os campi do ITA), que preparava especificamente pra entrar no Instituto”. Com determinação, Amanda resolveu partir para a cidade, mesmo sem conhecer ninguém, movida apenas pela vontade de concretizar sua aspiração.

A rotina era extenuante: na terça e na quinta, as aulas iam de 13h40 até as 21h. Na segunda, quarta e sexta, de 13h40 até as 19h10. Também havia aulas aos sábados de manhã, e, no domingo, um simulado da prova do ITA. Amanda conta que se manteve por lá à custa de trabalho, do apoio da família e de viver apenas com o essencial. Segundo a mãe da estudante, Tiana Barreiros Gomes, a situação de Amanda em SP foi observada pela irmã, durante uma visita. “Ela vivia numa casa simples, abrindo mão até da televisão. Foi realmente o esforço e a ambição que permitiram que ela chegasse aonde chegou”, conta com orgulho.

Foram, ao todo, três anos até chegar à aprovação. A prova de 2013 teve mais de 7 mil candidatos, dos quais apenas 170 foram aprovados – e desses, apenas 10 mulheres, dentre as quais Amanda. Atualmente com 20 anos, a estudante agora quer aproveitar o que o Instituto tem a oferecer. “Quero continuar participando de novos projetos. Um dos que quero tentar é o intercâmbio no exterior. O Instituto tem programas pra se passar até seis meses estudando em outro país. Gostaria muito de tentar uma oportunidade”.

Alguém duvida que ela consegue?